SINCOPANDO O BREQUE – NEI LOPES – 1999

SINCOPANDO O BREQUE - NEI LOPES - 1999

Nei Lopes não é conhecido apenas como excelente autor e intérprete do samba, mas também como pesquisador da cultura afro-brasileira, com vários livros publicados, poeta, professor e dirigente de classe. Nascido no subúrbio carioca do Irajá, mas hoje classificado antropologicamente como um típico “homo vilaisabelensis”, ele propõe, neste CD, a recuperação de um dos mais sofisticados gêneros de nossa canção popular: o samba-sincopado. No repertório, além de obras exclusivas do próprio Nei, destacam-se suas parcerias com João Nogueira, Zé Luiz, Claudio Jorge, Dauro do Salgueiro, Wilson Moreira e Maurício Tapajós.

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NEI LOPES – NEGRO MESMO – 1983

NEI LOPES - NEGRO MESMO - 1983

Nei Lopes não pede passagem. Abre seu caminho á toque de música, livros e atitudes. Podem “cobrar” e “questionar” à vontade. Nei Lopes recusa o cativeiro — muitas vezes, dourado — do mutismo conivente com o saque e a depredação culturais, arranca a autocomplacente mordaça do “nada a declarar” (a mais hipócrita das maneiras de dizer que vale tudo), afasta os antolhos consentidos da irresponsabilidade “criadora”.

Mas os magos da aldeia global, os manipuladores da opinião pública, ao contrário do que dizem, não querem nada com polêmicas, que poderiam atrapalhar a fugaz trajetória de seus esquálidos cometas e o minguado frenesi de suas comedidas (e bem patrocinadas!) loucuras. Portanto, tentarão ignorar esse disco — o que, de resto, seria mera repetição do que fizeram com o disco anterior do Nei e do grande Wilson Moreira.

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A Arte Negra de Wilson Moreira e Nei Lopes – 1980

A Arte Negra de Wilson Moreira e Nei Lopes

A arte legada pelos africanos á sociedade brasileira se mantém viva, em termos de Rio de Janeiro, nos subúrbios, nos morros e nas Baixadas. E no que diz respeito á música, Wilson Moreira e Nei Lopes se revelam legítimos porta-vozes dessa herança. Wilson, do subúrbio de Realengo, descende uma família de jongueiros que se ramifica hoje por Avelar e Barra do Piraí, chegando até Juiz de Fora. Nei, filho de um operário da Casa da Moeda, nasceu e se criou na freguesia de Irajá, onde o pai, nascido em 1888, fora morar no início do século.

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