os sambistas – conjunto a voz do morro – 1966

os sambistas - conjunto a voz do morro - 1966

O conjunto A VOZ DO MORRO nasceu da imperiosa necessidade de cantar que caracteriza os sambistas cariocas.

Na casa de Cartola, o velho Carlota Agenor de Oliveira – fundador do Escola de Samba Estação Primeira do Mangueira, uma extraordinária figura do samba autêntico – costumavam se reunir alguns sambistas, “para cantar uns sambinhas”, “mostrar as novidades” – como êle mesmo costuma dizer. Já nessa época Cartola não morava mais no morro, mas no asfalto da cidade, num sobradão antigo, na Rua dos Andradas. Ali iam sambistas velhos e novos mangueirenses ou portelenses, porque Cartola recebia bem a todos, fossem de que Escola de Samba fossem que o importante era ser sambista. Isto foi por volta de 1962.

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NERVOS DE AÇO – PAULINHO DA VIOLA – 1973

NERVOS DE AÇO - PAULINHO DA VIOLA - 1973

O choro tem importante papel na obra de Paulinho da Viola, especialmente em “Nervos de aço”. Lançado após o término de um relacionamento, não deixaria ter correlação com lágrimas escorridas. Quanto ao gênero, que aprendeu e desenvolveu com mestres como Pixinguinha e Radamés Gnatalli, graças às reuniões na casa de seu pai, o violonista César Faria: o choro também consta, mais especificamente na última canção, “Choro negro“, o pranto derradeiro amplamente derramado ao longo das canções anteriores.

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PAULINHO DA VIOLA – foi um rio que passou em minha vida – 1970

PAULINHO DA VIOLA - foi um rio que passou em minha vida – 1970

São Paulo, maio, setenta.
Candeia,
Sei que você lembra bem o menino que o Oscar Bigode levou aí para a Portela. O que tinha a “primeira” de um samba e a quem Casquinha deu ingresso na Ala de Compositores, “levando a segunda”, nascendo com o samba o compositor Paulinho de Viola. De lá pra cá, muita coisa aconteceu e você, Candeia, ai no seu canto, subúrbio carioca, sabe das coisas melhor que a gente.

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