O CD de 2000 aboliu totalmente os arranjos de teclados ao som de violinos, que deixavam os sambas mais líricos e com um quê de ópera. Os sambas no CD têm mais cara de samba. A gravação anima perfeitamente os sambas animados e cadencia com naturalidade os sambas cadenciados. Destaque para o pandeiro, cujo som (discretíssimo numa bateria de escola de samba) consegue se harmonizar bem com a bateria onde, nas contemporâneas gravações de estúdio, seu som é formado basicamente pelas caixas (embora apareçam com destaque no disco de 2000, seus sons estão relativamente mais baixos em relação ao CD de 2002). Aliás, as caixas, junto com o pandeiro, marcam a característica do som da bateria no CD de 2000. Os tamborins estão praticamente ausentes, e na primeira passada de cada samba apenas se ouve a voz do intérprete. O coro (excelente no disco) aparece na segunda passada, a partir do refrão. E a gravação de excelente qualidade qualifica os sambas de 2000, de um modo geral fracos. É que todas as escolas do Grupo Especial tinham de fazer enredos relacionados aos 500 anos do Brasil completados naquele ano, o que dificultou um pouco o aparecimento de sambas-enredo de grande qualidade. O mesmo estilo de gravação foi utilizado no CD do Acesso de 2000 e, na minha opinião, é o disco de Grupo de Acesso com a melhor gravação de todos os tempos, pois a excelente e nítida gravação qualificou os sambas de maneira como se fossem hinos de Grupo Especial (embora não seja exagero dizer que os sambas do Acesso de 2000 estavam melhores que os do Especial do mesmo ano).

REPERTÓRIO

 

1 – IMPERATRIZ – A letra do samba é perfeita. Retrata perfeitamente como o Brasil foi descoberto por Cabral 500 anos antes. Quem souber na ponta da língua o samba se dá bem em qualquer prova de História. Mas a melodia do samba, na minha opinião, é comum e um pouco cansativa. É daqueles sambas que não atrai o bamba a repetir a faixa por diversas vezes. Realmente a agremiação possui sambas muito melhores. Paulinho Mocidade canta muito bem o samba, apesar da gravação o ter deixado tímido demais. Ainda assim, o hino ajudou a Imperatriz a conquistar o bicampeonato em 2000.

2 – BEIJA-FLOR – Excelente samba. No CD se apresenta animado e envolvente, com Neguinho dando um show ao lado de um coro de crianças na segunda passada. Aliás, mais um samba que se identifica totalmente com a escola. Sem dúvida, uma das melhores faixas do disco.

3 – VIRADOURO – É um bom samba e com belo refrão central ”Irê, irê, pra agba yê”. Aliás, a paradinha da bateria neste trecho é belíssima! O refrão principal é que não me agrada em nada por causa dos versos “O dia vai raiar, amor, amor/Com a Viradouro eu vou, eu vou, eu vou“, que não dizem nada. Em compensação, a segunda parte tem melodia cativante e letra maravilhosa! Gosto muito da interpretação de Dominguinhos, apesar de possuir um tom mais dramático do que nos sambas cantados por ele nos anos anteriores. Bom momento da escola de Niterói, que se firmava entre as mais importantes do Carnaval.

4 – MOCIDADE – Um dos mais interessantes sambas de todos os tempos. Como assim mais interessante? Pra começar, possui um refrão de oito versos que é constantemente tachado de “refrão evangélico”. Uma justa comparação, já que os versos dizem o seguinte: “Viver em paz pra ser feliz/É só amar nosso país/É preservar o que se tem/Seguir a Deus, plantar o bem/É abraçar o nosso irmão/Ao inimigo só perdão/A nossa estrela vai brilhar/E a luz da paz eternizar“. O refrão sem dúvida se enquadra bem no quesito “arrasta-samba”, já que na avenida a Mocidade foi muito prejudicada no quesito samba-enredo. Culpa do chamado refrão evangélico. Porque as demais partes do samba são excelentes, de melodia envolvente, e com uma segunda parte diferenciada em termos melódicos. O refrão central é maravilhoso. A gravação no CD melhorou o samba de maneira a fazer da faixa da Mocidade uma das melhores do disco (na minha opinião). O CD evidencia as limitações do samba, mas a gravação animada e envolvente faz eu repetir a faixa 4 do CD de 2000 umas duas ou três vezes (podem me tachar de louco). Na avenida, é óbvio, o samba se arrastou, principalmente por causa do refrão evangélico, praticamente abafando as boas e demais partes do samba. E o novato intérprete Paulo Henrique, embora tenha levado o Estandarte de Ouro de Revelação do carnaval de 2000, se mostrou limitadíssimo tanto no CD quanto na avenida.

5 – SALGUEIRO – Feito especialmente para Quinho, o rei dos cacos se mandou para o carnaval paulista em 2000 para defender a Rosas de Ouro. Quem cantou o samba no CD e na avenida foi Wander Pires, um intérprete que obviamente possui um estilo bem diferente de Quinho. Resultado: o samba, que foi feito para ser animado, ficou romântico e arrastado com Wander. No CD, o samba fica bem cadenciado e até meloso. Destaque no começo da faixa para o lema da escola, citado na íntegra por Wander Pires: “Nem melhor, nem pior! Apenas uma escola diferente”. O lema combinava bem com a situação do intérprete na época, pois pela primeira vez em quase dez anos Wander deixava a Mocidade para integrar “uma escola diferente”. E, que eu saiba, foi a única vez em que o lema oficial da escola foi citado de maneira completa num disco de samba-enredo. O refrão principal é esquisito, pois o último verso “Vem comigo, arrebenta bateria” não rima com os anteriores. Já o refrão central “Roda baiana bonita…” possui uma qualidade singular, sem dúvida a melhor parte do samba.

6 – GRANDE RIO – Belo samba! Embora Nêgo o cante no CD com uma voz esquisita (parece que tomou umas cervejinhas antes de gravar), o intérprete, no seu último ano na escola, não compromete. O irmão mais novo de Neguinho da Beija-Flor impõe no samba uma animação que simplesmente o qualifica ainda mais. Destaque para o excelente refrão central: “Bate bumbo, bate Zé Pereira…“. As demais partes, principalmente a segunda, também são de intenso agrado.

7 – MANGUEIRA – É o melhor samba da Estação Primeira desde o antológico “100 anos de realidade, realidade ou ilusão?” de 1988. Samba relativamente curto, mas de letra muito bem feita e melodia agradabilíssima e envolvente. O refrão central é de uma felicidade ímpar, tanto que no desfile as alas fizeram uma coreografia crítica apontando para o setor 2 (camarotes) no “Do Rio de lá/Luxo e riqueza” e para as arquibancadas no “Do Rio de cá/Lixo e pobreza“. Apenas acho que o tom do samba no CD foi muito elevado, mas mesmo assim isso nada tira o brilho desta obra. A Mangueira fez um belo desfile, a comissão de frente deu show, mas problemas com carros e com a evolução impediram que a escola conseguisse algo melhor do que o sétimo lugar. Uma pena.

8 – PORTELA – Para uma escola que fez obras-primas como “Pizidim“, “Macunaíma“, “Incrível, Fantástico, Extraordinário” e “A Lapa em Três Tempos“, o seu hino para o ano 2000 é vergonhoso. Sem dúvida, o pior samba da história da tão gloriosa Portela. Pra começar, Gera, em sua estréia na Águia, parece inseguro no CD. No mais, o samba arrastado, de melodia chata, com certeza serviu, sim! Serviu para aumentar ainda mais a nostalgia do portelense dos bons, velhos e áureos tempos.

9 – CAPRICHOSOS – O samba é limitado! Porém a esplendorosa gravação faz do hino da agremiação de Pilares de 2000 a melhor faixa do CD. Animação e garra contribuíram para tornar o samba no CD audível, daqueles que nós não cansamos de ouvir, mesmo repetindo a faixa umas três ou quatro vezes. Jackson Martins e a bateria (principalmente o pandeiro) dão show, encobrindo um pouco os defeitos do samba, que possui em sua melodia inúmeros traços de arrastamento na avenida. A primeira parte é a melhor do samba (que se inicia a partir de “Brasil, eu amo você…“). E a letra também não me agrada, pois sua qualificação é de razoável para fraca. Mas fica registrada a excelente gravação, que melhorou o samba 100% ou até mais.

10 – UNIÃO DA ILHA – Legítima marcha-enredo! Pra começo de conversa, a bateria dá uma marcheada na hora em que o refrão principal é entoado pela primeira vez e a sua letra evidencia isso: “Marcha soldado, bate tambor…“. E a União da Ilha fez um samba animado e de letra coloquial para um enredo sobre a ditadura militar. A letra possui trechos como “Eu tô que tô”, “…Pode até me censurá/Mas a terra é do home…“, assim mesmo com erro na ortografia para enfatizar ainda mais o tom de protesto, bastante presente na melodia também. O refrão central simplesmente foi copiado do hino da ditadura “Pra Não Dizer que não Falei de Flores” de Geraldo Vandré. Coincidência ou não, é justamente este o título do enredo da escola (lembrando que a Rocinha, em 1992, também utilizou o mesmo título, mas para falar das flores e não da ditadura). É um samba interessante e Serginho do Porto praticamente não o canta, e sim o interpreta. Parece até que este excelente intérprete executa e sofre as ações contadas na letra. Serginho, brilhante como sempre, “atravessou o mar” por apenas um ano na Ilha.

11 – VILA ISABEL – Para mim, o melhor samba-enredo do ano. Um samba belo, de boa letra e melodia emocionante e envolvente, e, sem dúvida, encantador. Jorge Tropical, no seu primeiro ano sem a companhia de Gera, não compromete. O curioso é que sua voz, no CD, está mais aguda e menos lírica do que o original. Ainda assim, em nenhum instante o samba perde o seu intenso lirismo. Excelente o duplo sentido da frase “Vi lá“, fruto da criatividade dos compositores. Dois belos refrões e as demais partes excelentes, tudo isso sem dúvida compõe um belo samba-enredo, e o samba da Vila de 2000 se enquadra perfeitamente neste patamar. Infelizmente o samba passou despercebido na avenida e não evitou o rebaixamento da escola para o Acesso, de onde só sairia quatro anos depois para ser campeão em 2006.

12 – TRADIÇÃO – A escola de Campinho escapou de desfilar com o conjunto de versos mais tosco e trash da história do carnaval. Na época das eliminatórias, os três últimas frases do samba eram, inacreditavelmente, “É big, é big/É hora, é hora/Ratimbum Brasil“, referência aos 500 anos. Graças ao bom Deus que a diretoria da Tradição foi sensata ao modificar esta bizarrice para “Desperta gigante/Chegou sua hora/Pra frente Brasil“. Embora este samba desperte uma intensa rejeição dos bambas em geral, ele me agrada bastante. Talvez a principal causa das críticas seja o seu andamento acelerado em alguns versos, o que prejudicou um pouco sua performance no desfile. O próprio CD registra uma grande rapidez enquanto o samba é entoado, tanto que a faixa da Tradição é a mais curta do disco, com menos de quatro minutos. Mas eu gosto da melodia e da atuação de Wantuir, sendo um samba muito gostoso de se ouvir. Detalhe: é a única escola que aumenta o ritmo da bateria na segunda passada no CD.

13 – UNIDOS DA TIJUCA – Samba que marcou a volta triunfal da escola ao Grupo Especial depois do rebaixamento em 1998, pois ajudou a Unidos da Tijuca a conseguir o quinto lugar, assegurando a sua participação no Sábado das Campeãs. David do Pandeiro canta este belíssimo e envolvente samba com garra e emoção, dando um verdadeiro show. O refrão principal (“Paz, amor e esperança…“) é esplendoroso e a valentia de sua melodia é a sua grande virtude.

14 – PORTO DA PEDRA – O pior samba-enredo de um ano de safra opaca. Chato, enjoativo e cansativo, a escola de São Gonçalo trouxe para a Sapucaí um samba-enredo bastante arrastado. Sua animação causa apenas desanimação ao amante do samba. Ito Melodia está isento de qualquer culpa.

Texto: Marco Maciel www.sambariocarnaval.com/

  1. G.R.E.S. IMPERATRIZ LEOPOLDINENSE 4.49
    Título: QUEM DESCOBRIU O BRASIL, FOI SEU CABRAL, NO DIA 22 DE ABRIL, DOIS MESES DEPOIS DO CARNAVAL…
    Autores: Marquinho Lessa – Amaurizão – Guga – Chopinho – Tuninho Professor
    Intérprete: Paulinho Mocidade
  2. G.R.E.S. BEIJA-FLOR 5.12
    Título: BRASIL, UM CORAÇÃO QUE PULSA FORTE, PÁTRIA DE TODOS OU TERRA DE NINGUÉM
    Autores: Igor Leal – Amendomim da Beija-Flor
    Intérprete: Neguinho da Beija-Flor
    Participação: Coro Infantil de Passistas da Beija-Flor
  3. G.R.E.S UNIDOS DO VIRADOURO 5.19
    Título: BRASIL: VISÕES DE PARAÍSOS E INFERNOS
    Autores: Gilberto Gomes – R. Mocotó – Gustavo – P.C. Portugal – Dadinho
    Intérprete: Dominguinhos do Estácio
  4. G.R.E.S. MOCIDADE INDEPENDENTE DE PADRE MIGUEL 4.23
    Título: VERDE, AMARELO, AZUL ANIL COLOREM O BRASIL NO ANO 2000
    Autores: Dico da Viola – Jefinho – Marquinho Índio – Marquinho PQD
    Intérprete: Paulo Henrique
  5. G.R.E.S. ACADÊMICOS DO SALGUEIRO 5.24
    Título: SOU REI, SOU SALGUEIRO, MEU REINADO É BRASILEIRO
    Autores: Fernando Baster – J.C. Couto – João da Valsa – Touro – Wander Pires
    Intérprete: Wander Pires
  6. G.R.E.S ACADÊMICOS DO GRANDE RIO 5.18
    Título: CARNAVAL Á VISTA
    Autores: Pedrinho Messias – J. Mendonça – Mingau
    Intérprete: Nego
  7. G.R.E.S. ESTAÇÃO PRIMEIRA DE MANGUEIRA 4.21
    Título: DOM OBÁ II, REI DOS ESFARRAPADOS, PRÍNCIPE DO POVO
    Autores: Marcelo D’Aguiã – Bizuca – Gilson Bernini – Valter Veneno
    Intérprete: Jamelão
    Participação: Clôvis Pê
  8. G.R.E.S. PORTELA 4.34
    Título: TRABALHADORES DO BRASIL – A ÉPOCA DE GETÚLIO VARGAS
    Autores: Amilton Damião – Ailton Damião – Edynel – Zezé do Pandeiro – Edinho Leal
    Intérprete: Gera
  9. G.R.E.S. CAPRICHOSOS DE PILARES 5.21
    Título: BRASIL, TEU ESPÍRITO É SANTO
    Autores: Mauro – Claudinho Srutline – J. Bodão – Márcio do Swing
    Intérprete: Jackson Martins
  10. G.R.E.S. UNIÃO DA ILHA DO GOVERNADOR 4.42
    Título: PRA NÃO DIZER QUE NÃO FALEI DE FLORES
    Autores: Marquinhos do Banjo – Niva – Franco
    Intérprete: Serginho do Porto
  11. G.R.E.S. UNIDOS DE VILA ISABEL 5.28
    Título: EU SOU ÍNDIO, EU TAMBÉM SOU IMORTAL
    Autores: Evandro Bocão – Serginho “20” – Tito – Leonel – Ivan da Wanda
    Intérprete: Jorge Tropical
  12. G.R.E.S. TRADIÇÃO 3.49
    Título: LIBERDADE! SOU NEGRO, RAÇA E TRADIÇÃO
    Autores: Lourenço – Adauto Magalha
    Intérprete: Wantuir
  13. G.R.E.S. UNIDOS DA TIJUCA 5.16
    Título: TERRA DOS PAPAGAIOS… NAVEGAR FOI PRECISO!!!
    Autores: Badá – Jacy Inspiração – Edson de Oliveira – David do Pandeiro
    Intérprete: David do Pandeiro
  14. G.R.E.S. UNIDOS DO PORTO DA PEDRA 4.39
    Título: ORDEM, PROGRESSO, AMOR E FOLIA NO MILÊNIO DA FANTASIA
    Autores: Silvão – Ricardo Góes – Ronaldo Soares – Chocolate – Fernando de Lima
    Intérprete: Ito Melodia

RCA ‎– 7432172632-2, CD

PRODUÇÃO FONOGRÁFICA: GRAVADORA ESCOLA DE SAMBA S.A.
DIREÇÃO ARTÍSTICA: ZACARIAS SIQUEIRA DE OLIVEIRA
PRODUÇÃO ARTÍSTICA: LAÍLA – MÁRIO JORGE BRUNO
APOIO A PRODUÇÃO: RENATO SILVA – RENATO SALLES – EDEILDO SANTOS “DELFIM” – PAULINHO DE PILARES – DINORAH
TÉCNICOS DE GRAVAÇÃO: MÁRIO JORGE BRUNO – LUIZ RODRIGUES – VÂNIUS MARQUES – CLAUDIO FARIAS – WILLIAM JR.
ASSISTENTE DE GRAVAÇÃO: JOSÉ SARTORI “MAGRO”

ARREGIMENTAÇÃO DAS ESCOLA DE SAMBA: ZACARIAS SIQUEIRA DE OLIVEIRA
ARREGIMENTAÇÃO DOS MÚSICOS, RITMISTAS E CORISTAS: PAULINHO DE PILARES – DINORAH
ARRANJOS E REGÊNCIA: ALCEU MAIA E JORGE CARDOSO

BASE
CAVAQUINHOS: ALCEU MAIA – PAULINHO SOARES – WANDERSOM MARTINS
VIOLÃO DE 6 CORDAS: CLÁUDIO JORGE
VIOLÃO DE 7 CORDAS: JORGE SIMAS – CARLOS EDUARDO (CARLINHOS)
CAVAQUINHOS DE APOIO: CARLINHOS COELHO DA ROCHA – LINCOLN DE LIMA
SURDOS: GORDINHO – CABELINHO – DOUGLAS – FELIPE DE ANGOLA
TANTÃ: BINHO – JAGUARA
PANDEIROS: JIM BRAUM – GETÚLIO – JAGUARA
REPIQUE DE MÃO: UBIRANY
CAIXAS E TARÓIS: PAULINHO DE PILARES – MUG – LOURO – SILVÃO – WILSON SOARES – RODNEY – TRAMBIQUE – ALESSANDRO – DOUGLAS – PERI – VITINHO – MESTRE RUSSO – RENATINHO
REPIQUES: PAULINHO DE PILARES – DOUGLAS – RODNEY – VITINHO – LOURO – MESTRE RUSSO – BIRA SHOW – PAULO RENATO – RENATINHO – CELSINHO DELANEY – TUCA – SILVÃO – JAGUARA – ALISSON
TAMBORINS: AILTON – DELANEY – TUCA – SILVÃO – JAGUARA – ALISSON – PAULINHO DE PILARES – DOUGLAS – RODNEY – VITINHO – LOURO – MESTRE RUSSO
TUMBADORAS, XEQUERÊS E AGOGÔS: THALAMY BEZERRA DA SILVA
CUÍCAS: ZECA DA CUÍCA – AILTON – NILSINHO NEON
CHOCALHOS: LISSANDRA OLIVEIRA – WILCEMAR CANEGAL MAIA
CORO: DINORAH – ZÉLIA – MARLENE – NARA – EURYDICE – EDNEUSA SANTOS – FRANCINETH – KEILA SANTOS – ARI BISPO – GORDINHO – RIXXA – LUISINHO NASCIMENTO – STÊNIO – ZENILDA – JUSSARA LOURENÇO – JUREMA LOURENÇO – ISABEL SILVA – TELMA TAVARES – ANGELA SÓ – KARLA PRIETTO – MARIA HELENA – COPACABANA – LOURENÇO – OSWALDO CAVALO – BARBOSA – MOISÉS – CHOPINHO – MARCELO FURTADO

CAPA: L&A ESTÚDIO
FOTOS: ALBERTO VILAR (IMPERATRIZ) – JOSÉ CARLOS DIAS (BEIJA-FLOR)

Publicado por Marcelo Oliveira

Sou carioca, mangueirense, botafoguense e apaixonado por samba. Meu objetivo com o blog sambaderaiz é divulgar o SAMBA, compartilhando meu acervo fonográfico. Que o blog seja um espaço de “Resistência Cultural” e em “Defesa da Tradição do Samba”. Forte abraço. marcelo@sambaderaiz.org