Das quinhentas e poucas danças folclóricas brasileiras catalogadas e estudadas, a executada nas Escolas de Samba é, sem dúvidas, uma das mais importantes manifestações de arte popular, de repercussão internacional. Esta dança, como grande parte de suas congêneres, conta um enrêdo através do canto. Levando-se em consideração a classificação de Mário de Andrade, podemos considerá-la uma DANÇA DRAMÁTICA. Nascidas em fins da década de 20, a primeira Escola de Samba não trazia a preocupação básica de descrever um enrêdo. Originária do batuque africano, cada participante, isoladamente, criava os mais incríveis passos e molejos, saindo à rua em pequeno grupo, cantando e sambando ao espontaneísmo do momento. Todos, quase que invariavelmente, vestidos de baiana – homens e mulheres – seguiam ao som buliçoso e irresistível dos instrumentos de percussão. Seguindo o modelos dos Ranchos Carnavalescos que desenvolviam uma DANÇA DRAMÁTICA, não tardaram as Escolas de Samba acrescentar a apresentação processional, a narração de uma história. Paulo da Portela foi o pioneiro, ao criar o primeiro enrêdo em 1930. Narrando durante o desfile – esbôço de samba-de-enrêdo – a entrega de diplomas aos sambistas. A partir daí, outras Escolas passaram a seguir o exemplo. Foi, entretanto, somente em 1935 que a Escola se cristalizou como DANÇA DRAMÁTICA. É Fernando Pamplona quem diz: “- O desfile de uma Escola de Samba deve ser encarado como DANÇA DRAMÁTICA. Existe um canto de ação dramática – a rua – e uma platéia de espectadores, perfeitamente delineados”.

Feita esta ligeira digressão, á guiza de esclarecimento cremos que todos entenderam o porquê da existência do ENREDO e do SAMBA-DE-ENRÊDO. E, sem dúvidas de errarmos, afirmamos as Escolas de Samba entre outros papéis, exercem uma função sobretudo didática, onde o enrêdo e o samba-de-enrêdo é uma forma caracteristicamente nacional de expressão artística popular, onde o povo desempenha com galhardia o papel de narrador e personagem.

O samba-de-enrêdo, como o nome diz, é tirado do tema que a Escola apresenta – o chamado carnaval – Há uma crença errada de que êle deve versar obrigatoriamente sôbre História do Brasil. Êle deve, isto é, abordar fatos, personagens, lendas, heróis e acontecimentos BRASILEIROS. É perfeitamente válido que as Escolas cantem as coisas do nosso Brasil. Numa primeira etapa os sambas-de-enrêdo, eram excessivamente grandes, cheios de datas e citações. Conseqüências de enrêdos mal trabalhados, monolíticos, repetitivos, meros pastiches da História do Brasil. Numa segunda etapa, um melhor tratamento dos enrêdos propiciou uma melhor apresentação dos sambas-de-enrêdo. Isto aconteceu a partir da década de 60, quando as Escolas alargaram a temática e passaram a fazer enrêdos abordando além de episódios épicos da História do Brasil, também fatos e costumes de nosso imenso e fértil folclore. Hoje os compositores não se preocupam com o puramente descritivo. Os sambas-de-enrêdo são mais curtos, mais empolgados e com melodias fáceis. Como diz Marcos Aurélio Guimarâes – “no samba-de-enrêdo, vale muito quem faz com a cabeça do que com o coração, pois êle, infelizmente, mais do que uma arte é uma ciência. Ciência na medida em que aquêle que compõe tem que levar em conta vários fatores: a melodia é para um grande grupo, esparso em tôda a extensão da Presidente Vargas. Por isso, deve ser rico em harmonia, belo, mas de melodia fácil, para ser guardado facilmente. Devem ter passagens altas, justamente onde a letra conta o fato marcante. E, acima de tudo, deve ser valente, muito valente, pois a sua animação, de sua cadência, depende todo o conjunto, em têrmos de evolução, coreografia e entrega total”.

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Brasil, Rio de Janeiro, RJ. 01/02/1970 Componentes da escola de samba Portela comemoram o Carnaval nas ruas do Rio. – Crédito:ARQUIVO/AGÊNCIA ESTADO

Este “LP” mostra os dez sambas-de-enrêdo das dez grandes Escolas de Samba, que desfilam na passarela da Presidente Vargas. Dentro das novas características – acima analisadas por nós – agradaram a todos. Foram gravados em estúdio, com todos os recursos da técnica e que lhes confere maior valor. Verdadeiras jóias do populário, nêles, podemos apreciar tôda capacidade criadora de que é capaz os humildes compositores de nossas Escolas de Samba.

AMAURY JÓRIO e HIRAN ARAÚJO
Autores do livro: “ESCOLAS DE SAMBA EM DESFILE. VIDA, PAIXÃO E SORTE.”
texto fielmente transcrito da contracapa do elepê.

FACE A

  1. UM CÂNTICO À NATUREZA ( Mangueira )
    Ney – Aylton – Dilmo
  2. O MEU PÉ DE LARANJA LIMA ( Mocidade Independente )
    Arsênio – Gibi
  3. GLÓRIAS GAÚCHAS ( Unidos de Vila Isabel )
    Martinho da Vila
  4. ARTE EM TOM MAIOR ( Império Serrano )
    Aidno – Nino – Jorginho
  5. O FABULOSO MUNDO DO CIRCO ( Unidos do Jacarezinho )
    Marcos – Sarabanda

FACE B

  1. LENDAS E MISTÉRIOS DA AMAZÔNIA ( Portela )
    Catoni – Jabolô – Valtenir
  2. 1922 – OROPA, FRANÇA E BAHIA ( Imperatriz Leopoldinense )
    Mathias de Freitas – Carlinhos Sideral
  3. PRAÇA ONZE, CARIOCA DA GEMA ( Salgueiro )
    Duduca – Silvão – Omildo – Miro
  4. BRAVURA, AMOR E BELEZA DA MULHER BRASILEIRA ( Acad. Sta. Cruz )
    Fausto – Paulo
  5. TERRA DE CARUARU ( Unidos de São Carlos )
    Sidney da Conceição – Corvina

DISCO

Em 1970, lançaram dois LPs de sambas-enredo: o oficial da Caravelle (este post) e a terceira edição do “Festival de Samba”. Infelizmente, bastou dizer que a produção do bolachões havia melhorado de 1968 para 1969, que a gravação volta a ser pior ainda do que era antes. A bateria tem cara de bateria, porém ainda é completamente limitada, pois na maioria das faixas a gente faz um esforço quase sobrenatural para notar sua verdadeira cadência. Ainda falta aquele alto astral que elas passam nos discos da década de 80, principalmente nos LPs de 1985 e 1988. Apesar disso, muita gente cisma em endeusar esse tipo de gravação precária, algo que, como já disse, discordo completamente. Os bambas alegam que a gravação aproxima os sambas do climão ao vivo passado na avenida. Na minha singela opinião, climão é o recriado, ainda que artificialmente, nos discos de 1985 e 1994, onde a gravadora tenta passar emoção utilizando um som cadenciado, e não uma gravação de má qualidade. Mas o que mais irrita no disco da Caravelle é o fato de que, na maioria das faixas, o intérprete canta o samba completamente à capela, acompanhado apenas por um mísero pandeiro ou reco-reco. As pastoras só entram cantando o samba a plenos pulmões a partir da segunda passada. Essa primeira passada deixa os sambas enjoativos, chatos e irritantes, ainda que, às vezes, o intérprete seja agradável. De todas as faixas, a única que realmente me comove pela gravação rebuscada é a da Portela, onde o coro da escola parece até que está chorando de emoção tamanho impacto que o samba causa. Essa faixa sim merece meu prestígio! Quanto a safra, é típica dos anos 70: três ou quatro obra-primas intercalando com bois-com-abóboras pavorosos. Os grandes sambas do ano que se imortalizaram no carnaval carioca são os da Portela, Imperatriz, São Carlos, Mangueira e Vila Isabel.

REPERTÓRIO

MANGUEIRA – O disco de 1970 é aberto com um típico samba-enredo da Estação Primeira. “Um cântico à natureza“, enredo retratando as dádivas que a mãe natureza concedera ao Brasil, possui uma letra muito bonita, recheada de poesia, e uma melodia rica em variações. Por incrível que pareça, o samba da Mangueira possui nada menos que quatro longos refrões, com destaque ao “Rios, cachoeiras e cascatas/Frutos, pássaros e matas/Enobrecem a nação“. É um hino muito interessante, que estranhamente não é muito lembrado pelos sambistas.

MOCIDADE – Bonito samba da Mocidade, tentando resgatar a inocência do imaginário infantil. “O meu pé de laranja lima” possui uma melodia simples, mas repleta de belas variações. Contudo, o grande destaque não desse samba não é sua melodia, mas sim sua letra de uma poesia fantástica, onde você nota claramente que os compositores tentaram dar o melhor de si. Nele podemos notar pérolas mágicas como “Não as devemos despertar/Para as tristezas enegrecidas/Dos infortúnios da vida/Oh, como é triste fazer a criança chorar“. São passagens impossíveis de serem vistas em sambas-enredo do século XXI. O refrão “Ah, eu entrei na roda/Eu entrei na roda-dança/Eu entrei na contra-dança/Eu não sei dançar” é sensacional! Não é uma obra-prima, como alguns dizem, mas ainda sim é um ótimo samba.

VILA ISABEL – Mágico! Outra obra-prima do mestre Martinho da Vila! “Glórias Gaúchas” tem a cara do compositor, pois possui letra riquíssima, melodia adorável e refrões mágicos. Uma característica marcante das obras desse honrado compositor é o fato da melodia de seus sambas possuírem muitas vezes um animado ar de samba-de-roda. Isso torna a funcionalidade do samba extremamente abrangente, possibilitando o fácil canto da obra tanto num desfile de escola de samba como numa simples roda do pagode. Além disso, outra marca sua, principalmente em seus primeiros sambas-enredo compostos para a Vila Isabel, é a presença de uma cantiga no final. Neste aqui, o belo “Vou-me embora, vou-me embora/Prenda minha/Tenho muito que fazer/Eu vou partir para bem longe/Prenda minha/Pro campo do bem-querer” é quem dá o ar de sua graça. Um samba-enredo excepcional e destaque absoluto da safra de 1970, sem dúvida alguma.

IMPÉRIO SERRANO – Depois de uma gloriosa sequência de obras-primas compostas pelo mestre Silas de Oliveira, o Império Serrano tentou em 1970 apostar num samba-enredo do mesmo estilo. Lamentavelmente, acontece que os compositores Nino Rodrigues, Aidno Sá e Jorge Lucas (e não é o cineasta!) demonstraram uma profunda infelicidade na tentativa de utilizar a mesma fórmula do saudoso Viga Mestre. O resultado foi o que é, na minha opinião, O PIOR SAMBA-ENREDO DA HISTÓRIA DO IMPÉRIO SERRANO!!! “Arte em tom maior” é um samba horrendo em todos os sentidos, entoado ainda num dos piores desfiles da história do Império, o qual a escola quase fora rebaixada pelos inúmeros pontos penalizados em cronometragem. Para começar, o samba é iniciado por um refrão simplesmente horroroso, contendo os piores “laialaiás” da história do carnaval, além de um tenebroso “Tudo isto quer dizer Brasil“, que não possui absolutamente nexo algum. Depois, o hino segue enfileirando apelação atrás de apelação, tentando enganar o ouvinte desprevenido com uma falsa poesia. Tal falsa poesia é notável em trechos como “És a natureza em festa/Até parece seresta/A passarada cantando em seu louvor” ou “Essa paisagem tão bela/Que cantamos nesta passarela/O velho mundo conheceu/Usos e costumes em aquarela“, onde os compositores amontoam vários adjetivos rebuscados tentando demonstrar um vocabulário rico. Outra horrorosidade lastimável é a repetição absurda da palavra “terra” durante o samba, tornando-o mais enjoativo ainda. Para terminar, a letra pavorosa está aliada a uma melodia pobre, irritante, sem nenhuma originalidade, desprovida de qualquer beleza técnica ou emocional. Enfim, é um hino que peca por seu completo mau gosto e até hoje causa vergonha na nação imperiana. Um samba para se esquecer!

JACAREZINHO – Posso parecer chato, mas eu ainda não vi muita graça nesse samba do Jacarezinho. A letra é até interessante em alguns momentos, no entanto alterna entre passagens de beleza e de apelação. A melodia também não é excepcional, pois ora é agradável, ora é enjoativa. Além disso, os “laralaiás” não colam nos ouvidos. O grande momentos deste hino é com certeza o refrão “Trazendo alegria/A milhões de corações/Faz vibrar as multidões“. Não é um samba ruim, mas, para mim, passa despercebido no disco.

PORTELA – Como diz Rico Medeiros, “nossa senhora”! Na minha singela opinião, “Lendas e mistérios da Amazônia” é simplesmente o melhor samba da história da Portela!!! É um dos sambas mais fortes da história do carnaval, pois ao mesmo tempo que é lírico e suave, é valente, heróico e guerreiro, mostrando claramente que o samba agoniza, mas nunca morreu, não morre e jamais morrerá. A letra do samba portelense de 1970 é capaz de traduzir a riquíssima sinopse do saudoso carnavalesco Clóvis Bornay em uma sublime poesia, onde o samba diz tudo mesmo quando não fala absolutamente nada. Talvez jamais veremos versos de uma riqueza cultural tão grande como “Quando chegava a primavera/A estação das flores/Havia uma festa de amores/Era tradição das amazonas/Mulheres guerreiras/Aquele ambiente de alegria/Terminava ao raiar do dia“. Realmente magistral! A melodia desse samba é tão mágica, tão solene, tão extraordinária, que, sem brincadeira, não existe palavras para descrevê-la! Basta ouvir o samba que ele já diz tudo! Um hino do carnaval carioca e um marco do samba brasileiro.

IMPERATRIZ – Outro clássico, que ganhou uma interpretação fantástica no LP. “Oropa, França e Bahia“, enredo com base na Semana de Arte Moderna de 1922, gerou um samba extremamente envolvente. Sua melodia alterna entre momentos de lirismo e animação, sendo cantado ora em tom baixo, ora em tom alto. Isso faz o samba crescer muito a cada a variação melódica, cativando o ouvinte até despontar no magistral refrão “Parece o lamento da prece/A voz derradeira da porta-bandeira/Morrendo de amor” e ser finalizado apoteoticamente em deliciosos “Ô ô ô ô“. A letra é uma verdadeira aula de poesia, com destaque a trechos que passam uma miscelânea de suspense e emoção, como o sensacional “Vibrante, surgiu da lenda um bandeirante/Sob a luz dos pirilampos/Perdidos nos campos/A procura do mar/Sem saber voltar, sem saber voltar“. Não a dúvida que Mathias de Freitas e Carlinhos Sideral, também autores do samba do ano anterior, sejam dois dos melhores compositores da história da Imperatriz. Curiosidade: Carlinhos Sideral ganhou esse apelido pelo fato ser estudioso de OVNIs (objeto voador não-identificado). Perdoem-me pelo trocadilho, mas não é a toa o fato do talento desse compositor ser realmente de outro mundo.

SALGUEIRO – Um dos piores sambas do Salgueiro! Não é de se admirar que Fernando Pamplona, rabugento como só ele, não tenha gostado do samba que sua própria escola compôs. “Praça Onze, carioca da gema“, um enredo interessante que poderia ter gerado um belo samba, fora traduzido numa das primeiras (e piores) marchas-enredo da história do carnaval. Trata-se de um sambinha fuleiro, de letra paupérrima e melodia irritante, aliada a um refrão principal pavoroso. Os salgueirenses viram a funcionalidade maravilhosa do samba de 1969, que rendeu um importantíssimo campeonato a Academia, e decidiram utilizar a mesma fórmula para tentar fazer outro desfile tão magistral quanto “Bahia de todos os deuses“. Creio que houve uma influência muito grande do próprio Fernando Pamplona, que muitas vezes se mostrou contra os típicos sambas-lençol dos anos 60, algo chamado por ele mesmo de “letra-sobrando” ou “encheção-de-linguiça”. O Salgueiro, portanto, tentou fazer um samba animado, livre, de fácil canto, feito para todo o público se empolgar. Entretanto, se por um lado o samba é leve, por outro é horroroso, contendo pobrezas como “Tia Ciata/Era bamba pra valer” e outras pérolas do gênero. Simplesmente horrível!

SANTA CRUZ – Um dos piores sambas já cantados no Grupo Especial! Os compositores da Santa Cruz, tentando fazer um samba-lençol poético e emocionante, acabaram criando um hino lastimável, onde sequer a “qualidade trash” dos sambas do Império ou do Salgueiro está presente. O samba é ruim pelo simples fato de ser, sem exagero, uma das músicas mais chatas que eu já ouvi na minha vida. Para início de conversa, a obra possui uma letra quilométrica, que tenta abranger todo o enredo da escola, mas infelizmente torna sua audição algo extremamente cansativo. Depois, vem a melodia, que é completamente retilínea, sem um gingadozinho sequer, fazendo do samba um hino tão insosso, que a faixa fica parecendo mais uma leitura de atestado de óbito do que o canto de um samba-enredo carioca. Para finalizar, o samba (se é que podemos chamar isso de samba) possui alguns lugares comuns quase explícitos, como, por exemplo, no trecho “Independência e Abolição/Foram os fatos mais importantes desta nação/Quando os negros envaidecidos de alegria/Comemoravam a libertação“. Observando atentamente, vemos um terrível discordância histórica, pois os negros, além de festejarem a Abolição, também comemoraram a Independência? Se não, por que se envaideceram de alegria? E afinal: o que isso tem a ver com um enredo sobre mulheres brasileiras? Some toda essa horrorosidade a um refrão de cabeça pavoroso e a uma interpretação precária do puxador no vinil, que você encontrará esse boi-com-abóbora horrendo.

SÃO CARLOS – Genial! “Terra do Caruaru” é um samba delicioso, de letra simples, mas de melodia realmente mágica. O grande marco da Unidos de São Carlos nos anos 70 são esses fantásticos hinos, que conseguem mixar inúmeros fragmentos de músicas folclóricas com o próprio gênero de sambas-enredo. O resultado normalmente são clássicos primorosos como este aqui, que mistura maracatu com samba de forma magistral em seu deslumbrante refrão “Oi, maracatu, maracatu cantarei/Oi, maracatu, maracatu gingarei“. Briga com “Rio Grande do Sul na festa do preto forro” e “Festa do Círio de Nazaré” pelo título de melhor samba da história da escola.

Gabriel Carin/sambariocarnaval.com


Caravelle LP-CAR 1011, LP, Vinil

Técnico: MARCOS AURÉLIO (MAZOLA)
Coordenador: AROLDO BONIFÁCIO
Uma realização de:
CARAVELLE DISCOS DO BRASIL S/A
Fotos gentilmente cedidas pela “Revista Manchete”
Lay-out: GILLIAT PINTO

Publicado por Marcelo Oliveira

Sou carioca, mangueirense, botafoguense e apaixonado por samba. Meu objetivo com o blog sambaderaiz é divulgar o SAMBA, compartilhando meu acervo fonográfico. Que o blog seja um espaço de “Resistência Cultural” e em “Defesa da Tradição do Samba”. Forte abraço. marcelo@sambaderaiz.org

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