Assis Valente (1987)

Disco Assis Valente Funarte

Volume dedicado a Assis Valente do Projeto Almirante. Esse Projeto, levou esse nome como homenagem à memória do grande radialista, cantor e compositor Henrique Fôreis Domingues, bem como vem complementar a série de ações que a Funarte, dentro do espírito do documento da Secretaria de Cultura Diretrizes para operacionalização da política cultural do MEC, está desenvolvendo no sentido de promover, divulgar, apoiar e preservar as manifestações culturais do povo brasileiro no domínio da música.


14 de maio de 1941

Os jornais cariocas (e de todo o Brasil) abriram manchetes e espaços para noticiar uma tragédia pessoal que explicação não tinha: alheio ao drama aparentemente — maior da crescente Segunda Grande Guerra Mundial um jovem e conhecido compositor popular, protético de renome no Rio e em Salvador da Bahia, querido em todo o Brasil, tentou matar-se pulando espetacularmente do Corcovado. Por quê? Ninguém sabia a razão. Na infelicidade conjugal, nas dificuldades econômicas ocasionais, na dor do amor sem calor receptor e correspondente, a justificativa simplória do quase suicida. Que milagrosamente salvou-se. A cidade esqueceu rapidamente — na velocidade das notícias internacionais — o drama particular de mais um José. Talvez nem ele mesmo soubesse então que no desejo de evitar-se, na intensão inconsciente de fugir de si mesmo, estava o motivo real de sua vontade de morrer. As rádios de todo o Brasil tocando seu sucesso “Brasil pandeiro”, o povo cantando e assoviando o samba nas ruas e ele, perplexo e afogado em suas mágoas particulares, sentindo-se inútil e vazio. Querendo destruir-se, morrer. “Luz e sombra”. Projeção e destaque perseguidos com medo interior de si mesmo. Brilho externo e vergonha interior de ser impuro, talvez.

Foi sempre assim nos cinqüenta anos de vida desse baiano — bonito e inteligente, bem falante e vistoso — nascido em 19 de março de 1908, nas cercanias da cidade do Salvador, filho de uma desconhecida e solteira Maria Esteves Valente. Pobre, mas tinhoso de vontade. Que se fez por conta própria. Cresceu, lutou e (quase) venceu. Pela necessidade interior (que todos temos) de querer, de estar, de sonhar, de construir e viver e realizar-se. De ser feliz. Poderia ter sido um bom José, mas sua vontade maior de aparecer e vencer o levaram a ser conhecido, em todo o Brasil, pelo sobrenome Assis Valente. Compositor e protético (já se disse) e mais desenhista, caricaturista, escultor, pintor, autor teatral irrevelado, “blagueur” irônico e incorrigível boêmio. Uma genialidade perdida. E bom de verso e rima. Mas, infeliz. irrecuperavelmente infeliz. Para se entender todo o drama provocado pela “jovialidade trágica de José de Assis Valente“, só lendo o livro que acompanha o lançamento deste disco. Produtos das pesquisas que venceram o Projeto Lúcio Rangel em 1982, acoplado ao Projeto Almirante, que fundem tema e obra musical dos “grandes de nossa MPB”. Resumamos.

Quando o compositor Assis Valente surgiu no cenário musical do começo dos anos 30, rádio e disco formavam um binômio de divulgação iniciante. A transmissão radiofônica (entre nós, de 1922 em diante) vinha recebendo um tratamento amadorístico e pedante. Foi o disco fonográfico que, como veículo de comunicação e divulgação sonora de massa, permitiu ao rádio vir a ser durante os anos 30 e 40 e 50 o melhor meio de transmissão de alegria musical ao povo. Até hoje é assim.

Gravado eletronicamente a partir de 1927 e lançado por um sistema (moderno então) de comercialização e distribuição mais eficiente, o disco fonográfico empurrou o rádio para o gosto popular. Era um tempo do “vamos ouvir…” “acabamos de transmitir na voz de…” que fizeram o sucesso, o cartaz e popularidade de Estefânia de Macedo, Francisco Alves, Carmen Miranda, Carlos Galhardo, Orlando Silva, Silvio Caldas, Bando da Lua, Anjos do Inferno e tantos outros. Eram os cantores do rádio, intérpretes “de música popular e verdadeiramente brasileira“. E bota “popular” nisso aí, porque todos esses nomes — astros e estrelas de nossa radiofonia — surgiram da massa anônima que cantava nas ruas do Rio. Era uma música feita autenticamente pelo povo e seus criadores e intérpretes vinham das camadas mais simples da população. O povo cantava no Carnaval e no meio de ano por uma bendita alegria que teimosamente ainda domina a alma brasileira. O carioca era emocional e bem humorado por excelência. Tudo era espontâneo, nada de “performance”, nada produzido ou estudado para agradar a massa. Tudo ocorria naturalmente. Como na natureza. A criação divina intercedia e a vida era fácil, risonha e simples. Mas, Assis Valente…

Fatos pesquisados e verificados, Assis Valente veio da Bahia para o Rio antes de 1930. Instalou-se como protético na rua da Carioca. Bom de trabalho mas já com uma tendência para a música. Tinha uma necessidade pessoal de projetar-se, de ser visto, aquela carência famigerada de afeto de órfão saudoso da família desconhecida. E, nos anos 30, nada melhor que o rádio e os jornais para fazer alguém conhecido e popular.

Farejado o rumo, Assis usou sua genialidade nata sonora. Fez versos alegres e tristes, cantando dores íntimas e saudades reprimidas em melodias esfuziantes de ritmo e entusiasmo. Quem ouve seu primeiro sucesso — “Boas festas”, de 1932 — sente uma tristeza imensa brotando na música suave e simples, a infelicidade pintada em sons harmoniosos, contagiantes.

Sucesso de melodia gravada — ao tempo — era sucesso do cantor. Era o cantor quem cantava e era reconhecido. O compositor, o criador, concatenador de sons e versos, era outro capítulo. Nem aparecia. Nada de retratinhos, entrevistas, destaques. Carmen era sucesso — Joubert de Carvalho, seu compositor, apenas um médico pouco conhecido. Francisco Alves, meu Deus!, um sucessão; Mário Reis um dândi de elegância e cultura — Cartola, Ismael Silva, Alcebíades Barcelos ou Brancura sobreviviam nas rodas de samba da Mangueira e do Estácio de Sá.

Para a imensa carência de um José de Assis Valente isso não bastava. Ele compunha e versejava fácil como os outros, mas precisava mais. Tinha que ser sucesso, visto e apontado nas ruas. Por isso Assis se autoproduziu como um fenômeno na música popular e no rádio. Era protético e tinha lábia. Aprendeu a falar bem. Era elegante de corpo, passou a “andar no trinque”, no fino da moda, Fez-se amigo de jornalistas. Criou histórias fantasiosas sobre sua origem e vida na Bahia, ganhou fama de rico e excêntrico, criou promoções artísticas em que estava sempre presente. E furou literalmente a barreira da projeção noticiada. Dizem até que comprava a dinheiro ou com gentilezas e favores os espaços que seguidamente repetiam fotos e entrevistas suas. Sucesso nas rádios na voz de seus cantores, destaque nas folhas e revistas, ele venceu fácil até o fim dos anos 30.

Pijama e trabalho, família e festinha de aniversário não casavam com seu mundo ilusório e musical. (ASSIS VALENTE)

Para o grande público um protético que fazia sambas e marchas deliciosas. Compositor que bordava cenas da vida carioca com pinceladas sonoras espetaculares: “Tem francesa no morro” — 1932: “Good by, boy” — 1933; “Uva de caminhão” — 1939. O compositor que teve a ousadia de, num Rio repressor e censurante como o dos anos 30, abordar problemas do ponto de vista feminino, como em “Fez bobagem” — 1942, “Camisa listrada” — 1937, “Recenseamento” — 1940, ou “Maria boa” — 1936. E tome foto, noticias, retratinhos distribuídos com autógrafo, aparições em palcos e circos. Um autêntico animador cultural do nossos dias. Más…

Sambista e cantor de rádio, artista de teatro e jogador de futebol eram populares mas gentilmente esnobados pela camada social dirigente. A elite que cantava no chuveiro e gritava nos campos de peleja torcia também o nariz aos que agradavam e divertiam o povo. Correto era ser trabalhador, ter emprego fixo, ser profissional definido. Cantoria, boemia, jogo e seresta eram malandragem. Premido por seu sócio no laboratório de prótese dentária, Assis Valente lutou por ser compositor mas acabou capitulando. A mão do destino, seu karma pessoal levaram Carmen Miranda — sua intérprete e fada madrinha — para os Estados Unidos em 1939, casaram Assis Valente com uma jovem e bonita datilógrafa suburbana em dezembro do mesmo ano e deram-lhe uma filha “linda” chamada Nara Nadyle em 1941. Bem que ele se esforçou por fugir à regra popular do “pau que nasce torto, morre torto…”

Havia problemas e outras e dualidades. Assis era um carente incurável e um descontrolado financeiramente. Gastava à larga, era amigo mão aberta, assumia para si e pelos outros responsabilidades que não podia cumprir. E tinha uma mania danada de proteger rapazes desamparados, ajudar moçinhas incompatibilizadas em seu meio familiar. Pijama e trabalho, familia e festinha de aniversário não casavam com seu mundo ilusório e musical. Desajustou no lar. E daí pra frente, desajustou na vida.

Resvalou na ladeira do desengano e desceu aos trambolhões nos anos 40, chegando até a doença grave e internação para tratamento mental. Recompôs-se, foi à tona, voltou a fazer sucesso, mas nunca mais foi sucesso. Subiu desceu, cresceu e afogou-se, inúmeras vezes, nos 18 anos seguintes. Chorou sempre e por toda a vida até o último suicídio num fim de tarde a 13.3.1958 (antes tentou morrer diversas vezes, sem sucesso) a saudade da esposa e da filha. Lutou sempre contra o sistema e moral imposta, com suas dualidades de trabalhador e malandro, compositor e protético, homem do lar (nunca reconstruído) e boêmio independente. E sofria ainda o agravante de uma ambigüidade estrutural intima. Que hoje, ou logo depois dos anos 60, poderia ser melhor compreendida pelos que o criticavam no fim da vida. Ou melhor, aceita por ele próprio que se achava irrecuperável como profissional e como artista. Optou por partir antes do tempo previsto pela Vontade Divina.

Mas, olhando as pautas musicais, ouvindo “Alegria” – 1937, “Minha embaixada chegou” – 1935, “Recenseamento” – 1940, os da atualidade poderão entender a alegria que vibrava dentro de Assis Valente. Reouvindo “Boneca de pano” – 1950, relembrar seu meio musical, os “dancings”, os cabarés de um Rio noturno que ainda cantava e ria. Risos e canto que Assis Valente captou e musicou para sua gente. Embora autopunitivo e dito maldito por muitos, Assis Valente é hoje um dos “imortais” da música popular. Pena que sentido, sofrido, auto-macerado por suas dores íntimas e desenfoques pessoais, do lado claro da rua da sua vida, ele haja preferido o muro escuro e sombrio. “Gosto mais do outro lado”, foi ele que disse. Uma pena. Um desperdício em talento e arte criadora. Que pena, Assis Valente!

Francisco Duarte

As músicas

Em 1965, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Maria Bethânia, Gal Costa e outros foram os protagonistas da chamada “invasão baiana” na música brasileira. Entretanto, a partir do início dos anos trinta, também um baiano, Assis Valente, se tornava um dos maiores letristas e compositores do país, deixando, até sua morte em 1958, mais de 150 músicas gravadas, algumas das quais verdadeiras obras-primas que resistiram às transformações e modismos por que vem passando nossa música. É a esse grande compositor que rendemos agora nossa homenagem, apresentando algumas de suas maiores criações — versão 87.

Lado A:

BRASIL PANDEIRO
Em 1941 Carmen Miranda vem ao Brasil, já que desde 1939 tinha ido viver nos Estados Unidos. Era a intérprete favorita e amiga de Assis Valente, tendo gravado mais de vinte músicas suas e sendo responsável por grandes sucessos do compositor.
“Brasil pandeiro” foi escrito especialmente para Carmen. Ela, entretanto, se recusou a gravá-lo, por não ter gostado da letra. Essa atitude teria causado uma grande mágoa em Assis, mas ele entregou a música aos Anjos do Inferno, que a lançaram com grande sucesso no ano.
Paulo Moura e sua Banda de Gafieira Etc. & Tal dão o tom de “abertura” do disco. O espetáculo vai começar. — ouça ♫ ;

RECENSEAMENTO
Em 1940 o Estado Novo havia decidido contar seus súditos e deu motivo a mais uma composição de Assis Valente — cronista e crítico de sua época — e a mais um sucesso de Carmen Miranda.
Regravado nos anos 50 por duas grandes intérpretes, Marlene e Ademilde Fonseca, é agora recriado por outra grande cantora: Célia. — ouça ♫ ;

TEM FRANCESA NO MORRO
Estréia do compositor. O amigo Heitor dos Prazeres incentiva-o a compor e em 1932 — ironizando os estrangeirismos muito em moda — este samba é gravado por uma das maiores atrizes de revista, Aracy Côrtes. A música não fez sucesso. Em 1967, Aracy voltaria a gravá-lo por estar incluído no espetáculo Rosa de Ouro 2. Clara Sandroni foi a intérprete escolhida para a primeira regravação da música por outra cantora. — ouça ♫ ;

GOOD-BYE, BOY
Marchinha gravada por Carmen Miranda para o Carnaval de 1933, e primeiro sucesso de Assis Valente, que volta a criticar o uso das expressões estrangeiras. Em “Não tem traducão”, do mesmo ano, Noel Rosa trata do mesmo assunto.
Uma estréia neste disco: o Coro Come, que são os intérpretes da música. — ouça ♫ ;

MINHA EMBAIXADA CHEGOU
Compositor já conhecido, e outra vez com Carmen Miranda, este samba faz sucesso no Carnaval de 1935. Somente em 1972 é regravado por Nara Leão e Maria Bethânia — trilha sonora do filme Quando o Carnaval chegar.
Dida Forasteiro, o cantor, é estreante em disco e faz parte do Coro Come. — ouça ♫ ;

…E O MUNDO NÃO SE ACABOU
Samba-choro de 1938, satirizando os que estavam preocupados com o “fim do mundo”. Gravação de Carmen Miranda. A regravação aqui apresentada tem uma grande sambista como intérprete: Leci Brandão. — ouça ♫ ;

ALEGRIA
A única música com parceria apresentada neste disco. Em mais ou menos 2/3 da obra de Assis Valente, a música e a letra são suas. Durval Maia é o nome do parceiro. Gravado em 1937 por Orlando Silva, esta é a sua primeira regravação, a cargo de João Nogueira. — ouça

Lado B:

BONECA DE PANO
Samba de 1950 e que marca o último sucesso de Assis Valente. Letra carregada de amargura contrastando com toda a obra do compositor. Os Quatro Azes e Um Coringa, que registraram mais de dez músicas de Assis, foram seus intérpretes originais.
O fraseado do saxofone de Pau}o Moura dá o clima de cabaré sugerido pela música. Com a Banda de Gafieira Etc. & Tal. — ouça ♫ ;

UVA DE CAMINHÃO
Vários títulos dos sucessos do Carnaval de 1939 são “encaixados” nos versos deste samba: “Flauta de bambu, Pirolito, Caiu o pano da cuíca, A pensão da dona Estela” e outras.
A primeira quadra faz alusão à desculpa dada para certas internações em hospital: a operação seria para extrair apêndice supurado, supostamente causado por caroço de uva comprado em caminhão parado na rua, e não para tirar outras coisas…
Clara Sandroni canta este samba também criado por Carmen Miranda. — ouça ♫ ;

MARIA BOA
Grande sucesso do Bando da Lua, que a gravou duas vezes: em 1935, na Argentina — sendo lançado no Brasil — e em 1941, nos Estados Unidos, para onde foi o conjunto em 1939 com Carmen Miranda, só voltando após a morte da cantora, em 1955. O Bando de Lua deixou gravado quase vinte músicas de Assis Valente.
Toda a leveza e malícia deste samba é revivida agora pelo Coro Come. — ouça ♫ ;

CAMISA LISTRADA
Uma das músicas mais conhecidas e de maior sucesso na carreira do compositor. Entre os sambas, teve o terceiro lugar no concurso de músicas de Carnaval de 1938 promovido pela prefeitura. Criação de Carmem Miranda.
A intérprete é Leci Brandão. — ouça ♫ ;

FEZ BOBAGEM
Sucesso em 1942 na criação de Aracy de Almeida, este samba foi revivido em 1969 por Nara Leão, numa versão mais contida que a original.
Célia dá uma terceira interpretação, grande como as outras. — ouça ♫ ;

CAI, CAI, BALÃO / BOAS FESTAS / GOSTO MAIS DO OUTRO LADO
São três marchinhas (compostas em 1933 as duas primeiras, e a outra em 1934), cada uma delas representando uma festa popular: São João, Natal e Carnaval. Entre a ingenuidade da primeira e a malícia da última, a beleza triste de “Boas festas”, até hoje relembrada e recantada.
Um coro de amigos é o intérprete destas marchinhas, o número de despedida do espetáculo. — ouça ♫ ;

Paulo César de Andrade
janeiro, 1987


Assis Valente

1987, Funarte 561.034 – DISCO É CULTURA

Disco Assis Valente Funarte

FUNARTE/INM/Divisão de Música Popular (produtor fonográfico), Paulo César Soares e Paulo César de Andrade (produção artística), Paulo Moura (arranjos e direção musical), Jovi (assistente de produção)

BANDA DE GAFIEIRA ETC. & TAL
Paulo Moura (saxofone e clarineta), Zé da Velha (trombone), Zezinho Moura (piano), Zé Lu (contrabaixo), Luiz Aranha (cavaquinho) Jorgão Martinho (bateria), Jovi (conga, gongá, tantã, afoxé, reco-reco, ganzá, tamborim, repique de mão, agogô, bells e chime).

MÚSICOS CONVIDADOS
Rafael Robelo (violão 7), Maurício Carrilho (violão), Pedro Amorim (bandolim), Edu Lopes (flautas – lado A-3 & arranjos – lado A-3, lado B-4), Marcos Suzano (pandeiro, cuíca, tamborim – lado A-1), Luis Aranha (tamborim – lado A-1-5, lado B-2-4, tantã – lado A-4, repinique – lado A-5), Gordinho (surdo – lado A-5), Alex Meirelles (teclados – lado A-1), Zezinho Moura (arranjos & teclados – lado B-6), Paulo Martins (programação dos teclados)

CORO COME
Bel Lobo, Cláudia Grangeira, Cláudia Morana, Lis Schwartz (sopranos), Lucianne Antunes, Rô Estilac, Ana Landim, Maria Eugênia (contraltos), Fernando Mendes, Rogério S.,Ronado D´Almeida (tenores), Dida Forasteiro, Roberto Neri, Gilberto Mendes, Pedrinho (baixos).

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