Sambas de Aldir & Ouvir

Sambas de Aldir & Ouvir

“Sambas de Aldir & Ouvir”, o que faz esse CD imprescindível é esse casamento entre cantora, Dorina e homenageado, Aldir Blanc.

A dona de uma das vozes mais marcantes do samba e grande intérprete, Dorina lançou o seu 8° CD em gravação ao vivo no Teatro Municipal Ziembinski, Tijuca, no ano de 2016. Dorina Canta Sambas de Aldir & Ouvir – ao Vivo é uma homenagem ao poeta, compositor Aldir Blanc.


Não faltam laços entre Dorina e Aldir Blanc, mas possivelmente o samba e a Tijuca são dois dos mais fortes. No registro ao vivo de “Sambas de Aldir & Ouvir” (o jogo de palavras já poderia ostentar o carimbo do poeta vascaíno), o canto articulado da intérprete pronuncia cada sílaba como em um recital em um botequim tijucano (não fosse o show gravado no Teatro Ziembinski). O canto simples, com cheiro das antigas intérpretes do rádio, deixa no ar as segundas, terceiras e quartas intenções da poesia de Aldir, com um acompanhamento mínimo (e luxuoso) que deixa ainda mais evidentes letra e melodia.

Sentada em uma poltrona — alguma relação com a figura do psicanalista que ouve o relato de seu paciente, deitado no divã? —, Dorina canta à frente de Paulão 7 Cordas (violão de sete), Ramon Araújo (violão de seis) e Rodrigo Reis (percussão) , em uma rara formação para um show de samba, em que as cordas se sobrepõem ao couro. Assim, como num fado sambado, o sotaque carioca da cantora inicia a noite com “teu sorriso é uma navalha/ que abre o meu coração/ o sangue pelo peito é do Cristo na Paixão”, de “Navalha”, composição da parceria clássica João Bosco/Aldir Blanc. Uma canção que funciona como carta de intenções poético-diabólica, já que uma síntese da obra do poeta salgueirense ocuparia um catálogo telefônico.

O amor, o sangue, a tragédia, a natural profanação, tudo na voz doce de Dorina, à frente das mãos firmes e discretas do trio de músicos . É só se concentrar na moça de vermelho (Salgueiro, América Futebol Clube, Tijuca Tênis Clube, sangue, pode escolher a referência), que manda bem na difícil tarefa de escolher 12 canções de Aldir, variando parceiros, temas, levadas, épocas.

A parceria-instituição com João Bosco (Vasco e Flamengo, Salgueiro e Império Serrano) fica com um terço do repertório, com dois clássicos que, de tão clássicos, até poderiam ser evitados: “O Mestre-Sala dos Mares” e “O Bêbado e a Equilibrista”. Não que desvalorizem o repertório, mas em um espetáculo de pesquisa com apenas 12 músicas, dava para ousar um pouco mais. A bem sacada dobradinha “O Ronco da Cuíca/De Frente pro Crime” é um belo achado.

Pérolas mais escondidas protagonizam alguns dos melhores momentos do disco, como “Imperial”, de Aldir com Wilson das Neves, e “Cravo e Ferradura”, com Cristóvão Bastos e Clarice Grova: “ah, era um som que me orgulhava/ som de ralé e gentalha/ era o som dos prisioneiros/ som dos exus catimbeiros/ ai, era o som da canalha”. Há muito Aldir Blanc a ser descoberto, analisado, interpretado, e Dorina presta um serviço inestimável nesse tributo.

Bernardo Araújo

Reproduzo outro texto bem interessante sobre “Sambas de Aldir & Ouvir”, assinado por Mauro Ferreira, publicado em 27 dez, 2016 no G1.

“Eu Canto Samba”. No título do primeiro álbum, gravado em 1995 e lançado em 1996, Dorina já disse a que vinha. Decorridos 20 anos, a cantora carioca continua fiel ao gênero pelo qual transita desde a aplaudida estreia fonográfica. Nunca alcançou a fama, mas é conhecida e respeitada nas rodas de samba. Oitavo álbum da artista, “Dorina Canta Sambas de Aldir & Ouvir ao Vivo” (Edição independente com distribuição da Rob Digital) celebra o cancioneiro do compositor carioca Aldir Blanc, cujos 70 anos – completados em setembro deste ano de 2016 – foram festejados por Dorina em show estreado em junho no Rio de Janeiro.

O disco reproduz 12 números deste show. Entre as 13 músicas contidas nesses 12 números, há dois sambas inéditos em disco. “Pretinho Básico” (Moyseis Marques e Aldir Blanc, 2016) até se ajusta bem ao canto valente de Dorina, mas o destaque, entre os inéditos, é “Saindo à Francesa”, antigo samba assinado por Blanc com Moacyr Luz e Luiz Carlos da Vila (1949 – 2008), tendo sido composto em memória de Maurício Tapajós (1943 – 1995), parceiro de Blanc, ainda com o impacto da notícia da saída de cena do Gordo, apelido pelo qual Tapajós era conhecido no meio musical. Notícia real, mas cuja veracidade Aldir — inconformado com a partida do amigo parceiro — questiona nos versos escapistas e corroídos pela saudade, muito bem cantados por Dorina com o toque do violão de Paulão Sete Cordas.

Dorina, a propósito, está cantando muito bem no disco. Se tivesse selecionado o repertório com mais rigor, dando mais ênfase à magistral parceria de Blanc com João Bosco na década de 1970, o disco teria maior poder de sedução. Mas houve a opção por enfatizar o cancioneiro de Blanc com outros parceiros, sobretudo com Moacyr Luz. Dessa parceria, sambas como “Flores em Vida” (Pro Nelson Sargento) (Moacyr Luz e Aldir Blanc, 1995) e “Pra que Pedir Perdão?” (Moacyr Luz e Aldir Blanc, 1998) soam menos imponentes no roteiro. Em contrapartida, ao tirar “Medalha de São Jorge” (Moacyr Luz e Aldir Blanc, 1992) do baú, a cantora expõe o brilho dessa joia melódica lapidada por Maria Bethânia em um dos álbuns menos ouvidos da intérprete, “Olho d’Água” (1992). Mas nem todo o repertório tem o mesmo quilate melódico dessa pérola de religiosidade popular. “Imperial” (Wilson das Neves e Aldir Blanc, 2004), samba que reverencia a Serrinha em feitio de oração, é exemplo de tema que poderia ter cedido lugar no roteiro às maravilhas contemporâneas compostas por Blanc com Bosco na década de 1970. “O Mestre-Sala dos Mares” (João Bosco e Aldir Blanc, 1974), por exemplo, ainda desfila majestoso.

Contudo, mesmo diluindo a estrutura do roteiro do show, o CD “Dorina Canta Sambas de Aldir & Ouvir ao Vivo” é mais um atestado da garra com que Dorina vem pisando no terreirão do samba ao longo dos últimos 20 anos.


Sambas de Aldir & Ouvir

Dorina 2016, Independente/RobDigital (RD186)
Ouça no spotify, youtube ou itunes
DISCO É CULTURA

REPERTÓRIO / MÚSICOS

Navalha
João Bosco – Aldir Blanc
Paulão 7 Cordas (violão 7 cordas), Ramon Araújo (violão), Rodrigo Reis (percussão)
[ ouça ♫ ]

teu sorriso é uma navalha
que abre o meu coração
o sangue pelo peito
é do Cristo na paixão

ai, eu fui crucificado
nos cravos do teu amor
não me lembro de outra coisa
que me causasse tanta dor

mesmo pregado na cruz,
sinto falta da navalha
sou escravo, Deus me valha
daquele raio de luz

Pra que Pedir Perdão?
Moacyr Luz – Aldir Blanc
Paulão 7 Cordas (violão 7 cordas), Ramon Araújo (violão), Rodrigo Reis (percussão)
[ ouça ♫ ]

se é pra recordar dessa maneira
sempre causando desprazer,
jogando fora a vida em mais uma bebedeira,
ó, sinceramente, é preferível te esquecer
eu te prometi mundos e fundos
mas não queria te magoar
eu não resisto aos botequins mais vagabundos
mas não pretendia te envergonhar

vi muitas vezes o destino
ir na direção errada
e a bondade virar completo desatino,
a carícia se transformando em bofetada
eu sou rolimã numa ladeira
não tenho o vício da ilusão
hoje eu vejo as coisas como são
e estrela é só um incêndio na solidäo
se eu feri teu sonho em pleno vôo,
pra que pedir perdão se eu não me perdôo?

Pretinho Básico
Moyseis Marques – Aldir Blanc
Paulão 7 Cordas (violão 7 cordas), Ramon Araújo (violão), Rodrigo Reis (percussão)
[ ouça ♫ ]

é meu pretinho básico e
eu tô quase que de quatro
porque é muito amô!
marrento, banca o sádico…
não entro nesse barco, não sinhô!
os olhos de menino
com um brilho de assassino
ancoraram no meu peito
e o lindo, trejeito, moleque me fisgou!

me faz cafuné, cafunga o meu pé,
me diz que vai durar pra sempre…
(meu coração ouve a razão: — não vai, não!)
então, tá! sou mulhé
pra guentá o tranco do poeta:
“infinito enquanto dure”
pretendo curtir, morrendo de rir,
até que o caso e a casa caiam
quero viver, até o fim,
é bom pra mim, pra você,
pra valer
o meu futuro a Deus pertence
e eu vivo no presente, Oxalá!
meu destino entrego aos rios
do meu Orixá…

Flores em Vida (Pra Nelson Sargento)
Aldir Blanc – Moacyr Luz
Paulão 7 Cordas (violão 7 cordas), Ramon Araújo (violão), Rodrigo Reis (percussão)
[ ouça ♫ ]

ele é um samba de quadra da Mangueira
que Deus letrou,
dá aula sobre a cidade
e nessa universidade
é o reitor
como dizia outro Nelson
despedida
não dá nenhum prazer
pra parar com essa mania
de sofrer
trouxe aqui
flores em vida
prá você

se a paixão no momento engana
que é bonita
o Nelson Sargento diz que acredita
essa é a grandeza que o samba nos legou
em cada tristeza erguer nosso copo ao humor
se o riso é mais do que do que o cansaço
Mangueira cabe em nosso abraço
e toda a dor desse mundo
enfeita a nossa fantasia…
Sargento apenas no apelido
guerreiro, negro dos Palmares,
Nelson é o mestre sala dos mares
singrando as águas da Baía

O Mestre Sala dos Mares
João Bosco – Aldir Blanc
Paulão 7 Cordas (violão 7 cordas), Ramon Araújo (violão), Rodrigo Reis (percussão)
[ ouça ♫ ]

há muito tempo nas águas da Guanabara
o dragão do mar reapareceu
na figura de um bravo feiticeiro
a quem a história não esqueceu
conhecido como navegante negro
tinha dignidade de um mestre sala
e ao acenar pelo mar na alegria das regatas
foi saudado no porto, pelas mocinhas francesas
jovens polacas e por batalhões de mulatas
rubras cascatas jorravam das costas
dos santos entre cantos e chibatas
inundando o coração do pessoal do porão
e a exemplo do feiticeiro gritava então

glória aos piratas, às mulatas, às sereias
glória à farofa, à cachaça, às baleias
glória a todas as lutas inglórias
que através da nossa história
não esquecemos jamais
salve o navegante negro
que tem por monumento
as pedras pisadas do cais

O Ronco da Cuíca
João Bosco – Aldir Blanc

De Frente pro Crime
João Bosco – Aldir Blanc

Paulão 7 Cordas (violão 7 cordas), Ramon Araújo (violão), Rodrigo Reis (percussão)
[ ouça ♫ ]

roncou, roncou
roncou de raiva a cuíca,
roncou de fome
alguém mandou
mandou parar a cuíca
é coisa dos home

a fome tem que ter raiva pra interromper
a fome não dá pra interromper
a raiva e a fome é coisa dos home

tá lá o corpo estendido no chão
em vez de rosto uma foto de um gol
em vez de reza uma praga de alguém
e um silêncio servindo de amém

o bar mais perto depressa lotou
malandro junto com trabalhador
um homem subiu na mesa do bar
e fez discurso pra vereador
veio camelô vender
anel, cordão, perfume barato
baiana pra fazer pastel
e um bom churrasco de gato
quatro horas da manhã
baixou o santo na porta bandeira
e a moçada resolveu
parar, e então…

depressa foi cada um pro seu lado
pensando numa mulher ou num time
olhei o corpo no chão e fechei
minha janela de frente pro crime

Saindo a Francesa
Moacyr Luz – Aldir Blanc – Luiz Carlos da Vila
Paulão 7 Cordas (violão 7 cordas), Ramon Araújo (violão), Rodrigo Reis (percussão)
[ ouça ♫ ]

gordo
ligaram pra mim sobre a hora do entrerro
foi trote isso tudo não passa de um erro
me encontra com riso de sempre no bar
que quero esclarecer esse mal entendido
o gordo não falta eu tô meio fudido
a gente vai ter muito que conversar
coisa e tal patati patata
gordo
eu hoje só volto pra casa bem tarde
o papo vai ser do Romário ao ECAD
passando por muito mulher que sem elas a gente não vive
e discutir a importância da velha amizade
redimensionar a palavra saudade
é nela que tudo que amei sobrevive

e quando eu for ao banheiro dar uma mijada
saí sem se despedir
sem boa noite sem nada
o gordo maluco quem mandou me abandonar
no dia seguinte vou telefonar
e xingo quem te pariu
o palavrão fica só na intenção
alguém vai dizer que meu gordo dormiu
é vou te procurar num montão de espelunca
e só descansar no dia de são nunca
se Deus confessar que meu gordo dormiu… dormiu!

Imperial
Wilson das Neves – Aldir Blanc
Paulão 7 Cordas (violão 7 cordas), Ramon Araújo (violão), Rodrigo Reis (percussão)
[ ouça ♫ ]

venha
como um romeiro eu volto aos pés da Penha
como um iniciado sabe a senha
você e eu, dois lampejos de mato e cristal
beijos,
a lenha antiga ardendo na fogueira,
balões cruzando o céu de Madureira,
a serra em nós nos dizendo que é imperial…

herdeira,
das cintilações da África primeira
bordo cinto prata sobre a mãe solteira, ai, ai, ai
um umbigo é chave da clave de sol
bandeira,
como o carnaval em plena quarta-feira,
lua branca em neve na tamarineira, ai, ai, ai
verde mar rasgado em facas de farol

Mandingueiro
Moacyr Luz – Aldir Blanc
Paulão 7 Cordas (violão 7 cordas), Ramon Araújo (violão), Rodrigo Reis (percussão)
[ ouça ♫ ]

num samba assim mandingueiro
é que eu divido bem o tempero
e é bom dosar o ingrediente
um dente, sal menos louro,
eu não entrego o ouro e é olé
no gringo
brincar com eu brinco
é armar um rolo,
aí meto o couro pra valorizar
o que é brasileiro
porque só quem gira a pé no morro
sabe o que eu corro por aí
pra essa peteca não cair

canto qualquer parada
mando: — não tem errada!
porque só quem gira a pé no morro
sabe o que eu corro por aí
pra essa peteca não cair
meu samba não vai cascatear,
eu digo então tá e dou o plá!
quer ver esse molho desandar?
põe muito louro
e blá-blá-blá

Medalha de São Jorge
Moacyr Luz – Aldir Blanc
Paulão 7 Cordas (violão 7 cordas), Ramon Araújo (violão), Rodrigo Reis (percussão)
[ ouça ♫ ]

fica ao meu lado, São Jorge guerreiro
com tuas armas, teu perfil obstinado
me guarda em ti, meu santo padroeiro
me leva ao céu em tua montaria
numa visita a lua cheia
que é a medalha da Virgem Maria
do outro lado, São Jorge guerreiro
põe tuas armas na medalha enluarada
te guardo em mim, meu santo padroeiro
a quem recorro em horas de agonia
trago a medalha da lua cheia
você casado com a Virgem Maria
o mar e a noite lembram na Bahia
orgulho e força, marcas do meu guia
conto contigo contra os perigos
contra o quebranto de uma paixão
Deus me perdoe essa intimidade
Jorge me guarde no coração
que a malvadeza desse mundo é grande em extensão
e muita vez tem ar de anjo e garras de dragão

Cravo e Canela
Cristóvão Bastos – Aldir Blanc – Clarisse Grova
Paulão 7 Cordas (violão 7 cordas), Ramon Araújo (violão), Rodrigo Reis (percussão)
[ ouça ♫ ]

primeiro foi um som leve
de peneira peneirando,
o mar de ideias de um louco,
a água dentro do coco
foi crescendo entre palmeiras
e tambores batucando
um balbucio, um rugido,
um som de tragédia e circo,
um som de linha de pesca,
som de torno e maçarico
era um som de escavadeira,
bate-estaca, britadeira,
um som que machuca e lanha,
um som de lata de banha,
som de caco, som de tralha,
era um som de mutilados
quebrando gesso e muleta,
um som de festa e batalha
ai, era um som que me orgulhava,
som de ralé e gentalha,
era o som dos prisioneiros,
som dos Exús catimbeiros,
ai, era o som da canalha
som de forja, baticum,
som de cravo e ferradura:
dez mil cavalos de Ogum!
esse é o som da minha terra
som de andaime despencando,
de encostas desmoronando,
de rios violentando
as margens do meu limite
samba, samba, samba,
pulsas em tudo que existe,
vazas se meu sangue escorre,
nasces de tudo o que morre

O Bêbado e a Equilibrista
João Bosco – Aldir Blanc
Paulão 7 Cordas (violão 7 cordas), Ramon Araújo (violão), Rodrigo Reis (percussão)
[ ouça ♫ ]

caía a tarde feito um viaduto
e um bêbado trajando luto
me lembrou Carlitos…
a lua
tal qual a dona do bordel
pedia a cada estrela fria
um brilho de aluguel
e nuvens!
lá no mata-borrão do céu
chupavam manchas torturadas
que sufoco…
louco!
o bêbado com chapéu-coco
fazia irreverências mil
a noite do Brasil

que sonha com a volta
do irmão do Henfil
com tanta gente que partiu
num rabo de foguete
chora…
a nossa pátria mãe gentil
choram Marias e Clarices
no solo do Brasil…
mas sei,
que uma dor assim pungente
não há de ser inutilmente
a esperança…
dança na corda bamba de sombrinha
e em cada passo dessa linha
pode se machucar…
azar!
a esperança equilibrista
sabe que o show
de todo artista
tem que continuar…


FICHA TÉCNICA — PRODUÇÃO: Paulão 7 Cordas / DIREÇÃO ARTÍSTICA: Edio Nunes / DIREÇÃO MUSICAL E ARRANJOS: Paulão 7 Cordas / FOTO: Tyno Cruz e Marluci Martins / PROJETO GRÁFICO: Maury Cattermol.

Considerações finais

Espero que você tenha gostado desse post com o álbum de Dorina, homenageando Mestre Aldir Blanc, lançado em 2016 pelo selo “Rob Digital”.

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