Época de ouro, Jacob e seu bandolim em Hi-Fi

Disco Jacob do Bambolim

O segundo álbum de carreira de Jacob do Bandolim, “Época de ouro”, tem um repertório bonito acompanhado por orquestra de cordas e com arranjos de Radamés Gnattali!


Transcrevo abaixo o texto publicado na contracapa e assinado por E.B.

Entre os LPs já no Brasil focalizando um solista instrumental, talvez não exista nenhum que rivalize com êste “Época de Ouro”, de Jacob. Porque as qualidades de que se reveste são realmente preciosas — tanto no que diz à parte artística, com este fabuloso bandolinista fazendo-se apoiar por magníficos acompanhamentos e mais uma vez pondo em destaque a beleza da legítima música brasileira, como no setor técnico, onde os mais modernos processos de gravação em Alta Fidelidade foram empregados sob condições acústicas perfeitas — o equilíbrio das fôrças sonoras aqui é flagrante.

Jacob do Bandolim era uma casa de varandas enormes, gramado espesso e muros altos que mal deixavam desvendar a pessoa que ali habitava. (H.B. de Carvalho)

Infelizmente nem o corpo 6 nos faculta maior espaço para que nos alonguemos devidamente neste “Época de Ouro”, absorvente tema que abrange não só a magia bandolinística de Jacob, mas a própria personalidade do solista. Isto porque, ao nos fornecer um circunstanciado relatório sôbre gravação do LP (pelo qual se mostra entusiasmadíssimo), Jacob Bittencourt brindou-nos com uma interessante sugestão: por que não imprimimos, na contracapa, aquelas valiosas informações, inclusive as letras das músicas? A idéia foi aceita imediatamente.

Para finalizar, apenas mais uma observação. A época a que se refere o título do álbum é aquêle período das grandes revelações no terreno da composição da música popular brasileira, compositores que deram essa música feição característica e que concorreram poderosamente para o engrandecimento do cancioneiro romântico nacional.

E.B.


Época de ouro – Jacob e seu bandolim em Hi-Fi (1959, RCA Victor BBL 1033) – DISCO É CULTURA – Ouça no spotify ou youtube .

Disco Jacob do Bambolim

Lado A: “Caprichos do destino” — valsa (letra: Pedro Caetano, música: Claudionor Cruz); “Longe dos olhos” — samba (letra e música: Djalma Ferreira – Cristóvão de Alencar); “Lá vem a baiana” — samba (letra e música: Dorival Caymmi); “Cigana” — valsa (letra: Paulo Roberto, música: Romualdo Peixoto “Nonô”); “Já sei sorrir” — samba (letra e música: Ataulpho Alves – Claudionor Cruz); “Da cor do pecado” — chôro (letra e música: Alberto de Castro Simões da Silva “Bororó”).

Lado B: “Lábios que beijei” — valsa (letra e música: J. Cascata – Leonel Azevedo); “Saudade dela” — samba (letra e música: Ataulpho Alves); “Cessa tudo” — samba (letra e música: Lamartine Babo – Celso Macedo); “Jardim de flores raras” — valsa (letra: Francisco Matoso, música: Romualdo Peixoto “Nonô”); “Feitiçaria” — samba (letra e música: Custódio Mesquita – Evaldo Ruy); “Serra da Boa Esperança” — samba-canção (letra e música: Lamartine Babo)


Radamés Gnattali – Face A: 1. 4. 5.; Face B: 1. 2. 4. (orquestrador); Carioca – Face A: 2. 3. 6.; Face B: 3. 5. 6. (orquestrador); Zaccarias (regência); Alberto Soluri (ténico de som); Santino Parpinelli, Henrique Morelenbaum, Jorge Faini, Damião Guimarães, Julio Vieira, Carlos Noli Filho, Francisco Bernardo, Paulo Nissembaum, Roberto Domenech, João Corrêa de Mesquita e Raimundo Loyola (violinos); Renault Araujo, Jacques Niremberg, Jandovy de Almeida (violas); Ezio de Meis, Roberto Strutt, Eugen Ranevsky e Heinz Hertel (celos); Moura e Wilson (saxes-alto); Aurino e Fernando (saxes-tenor); Orfeu (sax-barítono); Orlando (acordeon); Elpidio (piano); Marinho (baixo); Chuca-Chuca (vibrafone); Dino (7 cordas) (violão); Máspoli (guitarra elétrica); Paulinho e Barão (bateria); Gilberto (pandeiro); Nelson (cacheta).

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *