Samba É no Fundo do Quintal

Samba É no Fundo do Quintal

O LP “Samba É no Fundo do Quintal” (RGE, 1980) , primeiro álbum do Grupo Fundo de Quintal, apresenta uma leitura do samba, com canto coletivo masculino e forte percussão. Para o produtor musical Rildo Hora, o Grupo Fundo de Quintal “tem uma importância muito grande porque renovou a batida do samba, eles fizeram mudanças muito interessantes”. Rildo provavelmente refere-se ao uso de instrumentos de percussão como tantã, repique de mão que, ao lado do banjo, formariam uma sonoridade reconhecida como característica do “pagode” praticado no Cacique.

Messeder Pereira enfatiza que tais modificações estão mais centradas na parte rítmica, destacando a importância da percussão executada com as mãos. Indo mais além, posso destacar que a sonoridade do Grupo Fundo de Quintal incorpora uma maior “sujeira acústica”, resultado de desenhos rítmicos superpostos e coincidentes executados por vários instrumentos. Ao transpor a sonoridade das rodas para as gravações, esses rebatimentos polirritmicos formam uma massa percussiva que evocam a informalidade da prática musical espontânea e amadora, configurando-se como elemento de afirmação de valor e até mesmo de identidade sonora.

Após essa breve introdução, abordando a importância do “som” do Grupo, transcrevo o texto assinado pela Madrinha Beth Carvalho, publicado na contracapa do LP, bem como um texto publicado no jornal O Globo em 1/6/87 abordando a origem do Grupo.

Contarei uma história de fundo de quintal. Em 78 um amigo meu, Alcir Capita, sabendo do meu amor pelo samba e por pagode descontraídos, me convidou para ir a quadra do BLOCO CARNAVALESCO CACIQUE DE RAMOS, em plena tarde de uma 4.° feira. Aceitei na mesma hora o convite, pois já havia me impressionado muito com o desfile deles em 64. Na ocasião até aprendi o samba, e nunca pensei em mais tarde vir a conhecer sua autora CHIQUITA, a primeira Dama de lá. Me lembro até hoje daquela massa de gente vestida de índio nas cores, preto, branco e vermelho cantando:

querem me derrubar
ai meu Deus o que será
uso arco e flecha
mas em ninguém vou atirar

Cacique de Ramos

Ao chegar me apaixonei à primeira vista, uma quadra aberta, uma tamarineira, uma tendinha, mesinhas da Brahma forradas com jornal, uns jogando pelada, outros tomando uma cervejinha gelada, um churrasco e o couro comendo por alguns componentes que se tornaram meus amigos de fé, são eles: Bira, Presidente do Bloco, tocando um pandeiro como poucos; Ubirany seu irmão e Vice Presidente um verdadeiro Deus na sua caixa, Jorge Aragão, cantando suas músicas com seu violão gostoso como que; Neoci, o canário do grupo mostrando sempre um samba de um amigo além dos seus e tocando tantã; Almir Guineto com seu banjo dizendo um partido alto, duelando com Cebola versos geniais; Mauro que hoje é meu músico arrepiando no tantã; Sereno, Tio do Mauro o 1° a introduzir o tantã no Samba; Pezão bom demais no pandeiro, tamborim e outros instrumentos de percussão: Dida, Dedé e Beto Sem Braço dizendo seus pagodes até altas horas e mais Fugico, Irineu, Jorge, Amaral, Caixão e outros. De lá para cá passou a ser sagrada a minha 4.° feira junto a eles, Não só no Cacique como também em suas casas que tem para mim um sabor todo especial . Dessa ligação nasceu uma necessidade de mostrar ao público esses talentos e convidei-os para tocarem no meu disco “Beth Carvalho de Pé no Chão“, pela primeira vez como músicos profissionais, e gravei uma série de músicas deles tais como: “Vou Festejar”, “Senhora Rezadeira”, “Pedi ao Céu”, “Tem nada não”, “Marcando Bobeira”, “Coisinha do Pai”, “Samba no Quintal”, “Meu Sexto Sentido”, “Visual”, etc…

Introduzi na percussão os tamancos característica dos blocos, e foi aquele sucesso que permaneceu até hoje nos LPs que se seguiram, pois não ficou só nesse. Fiz em 79 o “No Pagode” e agora o “Sentimento Brasileiro”. Neste desponta mais uma música chamada “Herança”, de Jorge Aragão e Luiz Carlos da Vila onde inclui no coro mais uma vivência de desfile de Bloco, isto é o seu grito de guerra.

Todo mundo começou a querer saber que som era aquele e eu fico orgulhosa de vê-los hoje em gravações de outros colegas, se afirmando cada vez mais como profissionais.

Agora em 1980. o resultado mais gratificante dessa caminhada. Esse excelente disco da rapaziada com o título FUNDO DE QUINTAL. Ele é uma reprodução do que acontecia nas 4.°s feiras. A maioria das músicas são de autoria do próprio grupo e de outros que chegaram depois como Pedrinho da Flor, Hélio dos Santos, Rubens da Silva. Almir Baixinho, Diogo e Nair Serra.

O caçula do grupo é Nemézio, vindo diretamente de São Paulo para se integrar com seu violão de 7 cordas.

Ao público querido eu digo, comprem este disco que estarão levando uma mostra do mais autêntico samba . Como Sambista, Amiga e Madrinha, eu assino embaixo…

Beth Carvalho
contracapa


Fundo de Quintal, berço do pagode

O Globo COPACABANA 1/6/87

O pagode, sem dúvida, se firmou como uma grande revelação na música popular brasileira, chegando às paradas de sucesso em todo o Brasil. Responsável por grandes inovações na área musical, o Grupo Fundo de Quintal foi o grande precursor desse estilo, introduzindo novos instrumentos e abrindo caminho para cantores como Zeca Pagodinho e Almir Guineto. […] Um de seus integrantes, Cleber Augusto, é morador do Bairro Peixoto e freqüentador assíduo dos pagodes das Ruas Belfort Roxo e Sá Ferreira.

O Grupo Fundo de Quintal teve sua origem na quadra do Bloco Carnavalesco Cacique de Ramos (fundado em 1961 pelo atual Presidente, Bira, também um dos integrantes do grupo). Tudo começou há 10 anos, quando alguns sambistas se reuniam semanalmente, em um clima descontraído para uma partida de futebol . — Depois da pelada, sempre rolava uma cervejinha e um batuque — lembra Ubirany, também um dos fundadores do grupo.

Com o passar do tempo, as reuniões ganharam novos adeptos e não tardou a se tornar um reduto do autêntico samba carioca.

Criado no Cacique de Ramos há dez anos, o Fundo de Quintal é precursor do pagode é um dos que mais vendem discos no gênero

Os pagodes de fundo de quintal (daí o nome do grupo) já reuniam, naquela época, gente famosa como Zeca Pagodinho, Almir Guineto e Lecy Brandão. Até que, em 1978, a consagrada Beth Carvalho convidou o grupo para participar de um seus LPs. Dois anos mais tarde, o Fundo de Quintal já gravava seu primeiro disco “Samba É no Fundo de Quintal” (o que trago neste post). Para Bira, Arlindo Cruz, Ubirany, Sereno, Cléber Augusto e Sombrinha, a importância do grupo está na criação de “uma nova forma de batucar e de fazer percussão.”

Foi o Almir Guineto, integrante do Fundo no primeiro disco, quem introduziu o banjo no samba. Depois, foi a vez do Ubirany criar o repique de mão e ainda tivemos a implantação do “tan-tan”, criação do Sereno . Antigamente, o samba era tocado com surdo, reco-reco, tamborim etc. Hoje, o pagode, que é uma variante do samba, apresenta um ritmo próprio, com instrumentos novos e consagrados — conta Bira.

O novo estilo, ao que tudo indica, veio para ficar. O pagode favoreceu o surgimento de novos artistas e contribuiu para uma renovação fonográfica espalhando a música para o resto do Brasil e para o mundo. Hoje em dia, os pagodeiros estão recebendo o disco de ouro pela marca de 100 mil cópias vendidas, o que era raro por se tratar de sambistas. O Fundo de Quintal não é exceção. O LP “Divina Luz” lançado em 1985 já recebeu um disco de ouro e o “Mapa da Mina”, do ano passado, já acumula dois discos de platina pela vendagem de 750 mil LPs.

— Além dos discos, não existe um cantor famoso, como a Alcione ou Beth Carvalho, que não tenha gravado composições nossas. Atualmente, estamos fazendo sucesso na interpretação de Beth Carvalho com o música “Fogo de Saudade”, que é tema da novela “O Outro” — diz Sereno.

Apesar da aceitação do púbico, o Fundo de Quintal ainda acredita existir uma certa discriminação por parte das rádios. Para eles, o samba ou pagode deveria fazer parte da programação normal das emissoras.

— O samba ainda é um pouco discriminado. É claro que houve progressos. Os meios de comunicação passaram a divulgar mais, as gravadoras se interessaram e o público atualmente compra mais discos. Além disso, algumas rádios passaram a tocar o pagode diariamente. Mas, em compensação, nas FMs quase não se ouve samba. Quando muito, eles fazem um programa exclusivo de samba, com dia e hora marcados — critica Ubirany.

Isso, porém, não impede que o Fundo de Quintal prossiga sua carreira. O grupo acaba de chegar de uma turnê de sucesso por cidades como Belo Horizonte, Ilhéus, Itabuna, Recife e João Pessoa, através do Projeto Pixinguinha. Ficaram surpresos com o carinho do público, que cantou animadamente suas músicas e lotou com capacidade para 1400 pessoas. Agora, eles se preparam para gravar o novo LP.

Copacabana é um dos bairros que absorveram o pagode e, hoje, já apresenta verdadeiros grupos. E para participar dessas rodas de samba, ninguém melhor que Cleber Augusto, um dos integrantes do Fundo de Quintal e morador do Bairro Peixoto.

— Já fui padrinho do pagode da Rua Sá Ferreira e, sempre que posso, frequento os grupos das Ruas Figueiredo Magalhães e Belford Roxo. Gosto muito do pessoal de lá e tenho amigos. Gosto também do jogar vôlei no Posto 6 e participar da “Turminha da cachaça” da Rua Santa Clara — revela ele.


Samba É no Fundo de Quintal

1980, RGE (3080094)
Ouça no spotify, youtube ou itunes
DISCO É CULTURA

Grupo Fundo de Quintal 1980
Contracapa do LP Samba É no Fundo de Quintal (RGE, 1980) | foto: Ivan Klingen

REPERTÓRIO

Você Quer Voltar
Pedrinho da Flor – Gelcy do Cavaco
[ ouça ♫ ]

você quer voltar
mas não lhe darei perdão
eu, não posso perdoar
a quem magoou meu coração

se você me ouvisse não aconteceria
entre nós essa ingrata separação
mas você insistiu em fazer tudo errado
e com isso acabou com nossa união

Sou Flamengo, Cacique e Mangueira
Luiz Carlos
[ ouça ♫ ]

sou Cacique, sou Mangueira
deixa falar quem quiser
moro na linha do trem
sou Flamengo também
trago samba no pé
sou eu que enfeito a Avenida
carrego a massa e fico prosa
durante o dia de vermelho, preto e branco
de noite de verde e rosa

isso é que é viver
é o meu prazer
é ver o Mengo campeão
o Cacique e a Mangueira na avenida
e chamando a multidão, mais uma vez

uma vez Flamengo, sempre Flamengo
Flamengo sempre eu ei de ser
sou Cacique, sou Mangueira
e Flamengo até morrer

Prazer da Serrinha
Hélio dos Santos – Rubens da Silva
[ ouça ♫ ]

qualquer criança
toca um pandeiro, um surdo e um cavaquinho
acompanha o canto de um passarinho
sem errar o compasso
quem não acreditar
poderemos até provar,
podes crer, porque
nós não somos de enganar,
melodia mora lá
no prazer da Serrinha!

se você for na Serrinha,
na segunda-feira devo estar por lá
estarei cantando o meu pagode
e lá você pode se a turma encontrar
curtindo a Serrinha na segunda-feira
enchi minha cara de cachaça
mas fiquei contrariado, cumpadre
não encontrei o restante da massa

lá no morro da Serrinha
onde nasceu o Império
saiba lá tem gente bamba
que cantando samba é um caso sério
lá no morro da Serrinha, cumpadre
colocaram uma estátua de bronze
porque já faz quinze dias
que eu dei no valente lá da Praça Onze

trago uma grande lembrança
de quando em criança eu bem criancinha
guardo na minha memória
a fama e a glória da velha Serrinha
tira o Mestre Fuleiro da frente
imediatamente que eu quero passar
eu quero avistar a Serrinha
numa noite linda cheia de luar

se você for na Serrinha
por favor não leve a mal
vê se respeite as cores
da coroa imperial
ontem eu fui lá na Serrinha
Serrinha tamarineira
me fez lembrar Dona Ivone
Mestre Silas de Oliveira

Olha a Intimidade
Almir Baixinho – Diogo
[ ouça ♫ ]

olha a intimidade
mais amor e menos confiança
olha a intimidade
me respeita, eu não sou mais criança
e deixa de lado
ou cai do cavalo
contigo eu aposto
olha a intimidade
respeito é bom
e por isso eu gosto

toda vez que você
vê meu cigarro na mesa do bar
não me pede licença
vai logo apanhando
e começa a fumar
e não satisfeito
na cara de pau
toma a minha cerveja
olha a intimidade
ou passa vergonha
se é o que deseja

Volta da Sorte
Almir – Luverci Ernesto
[ ouça ♫ ]

saiu do serviço encontrou os amigos
jogou e bebeu até altas horas
a volta da sorte que foge é difícil
perdeu o salário, o que fazer agora
aluguel tá vencido, a luz e a água
as compras do mês, remorso lhe devora
tomou mais um trago, pensou na família
na escola da filha, senta e chora

jurou pra si mesmo, nunca mais hei de jogar
no bar não vou passar
vou viver, sem beber, sem jogar

mentiu pra mentira, é o velho e bom freguês
pois sabe que amanhã
vai beber, vai jogar, vai perder outra vez

Marido da Madame
Luiz Carlos – Beto S/ Braço
[ ouça ♫ ]

fui engraxate, carpinteiro e motorista
último membro da lista,
naquela rica mansão
apaixonado pela linda empregadinha
oh! meu Deus que só sabia
com a morte do patrão

eu sou o marido da madame
eu sou o marido da madame

dinheiro não traz felicidade
mas ajuda qualquer ser sofredor
fui feliz nessa vida eu precisava
que azar da empregada
eu pedir o seu amor,
mas uma coisa podes crer
ela vai ser a patroa
se a madame falecer

Bate na Viola
Dida – Everaldo da Viola
[ ouça ♫ ]

bate na viola
quero ver bater
bate na viola
até amanhecer

bate no bordão
bate na prima, quero ver
essa menina requebrando
porque isso me consola
toque violeiro sem cessar
que eu quero ver
ela sambar
ao som da sua viola

Gamação Danada
Neguinho da Beija-Flor – Almir
[ ouça ♫ ]

e gamação danada,
é triste ter você
fazendo morada
dentro do meu peito
deixando imperfeito
o meu viver

gamação palavra que soa indelicada
mas é única forma adequada
que justifica o meu penar
amar da maneira que amo não é mais amar
chorar por você como eu choro não é mais chorar
é derramar um arsenal de lágrimas
é me sentir o mais infeliz dos mortais
você é minha desventura
vou lhe querer por loucura
conheço o sofrimento e nada mais

Lá no Morro
Almir Baixinho – Dona Fia – Marujo
[ ouça ♫ ]

lá no morro quando eu olho pra baixo
acho a cidade uma beleza
e quando estou na cidade que eu olho pra cima
fico contemplando a natureza

lá no meu barracão
quando chove é uma agonia
carrego o colchão e coloco a bacia
a nega reclama mas ela me ama
pois sabe que eu sou seu melhor companheiro
e assim vou vivendo alegre e contente
lá no meu salão

Bar da Esquina
Jorge Aragão – Jotabê
[ ouça ♫ ]

não, não tem mais jeito
melhor é dizer adeus

você com sua crença
sua presença e ostentação
seu chopp escuro, bem reservado
nos bares sofisticados
com sua discriminação

já eu sou madrugada
é tudo e nada
é flor e espinho
sou mais uma cerveja
no bar da esquina
com meus amigos

prefiro o meu pagode
pulsando forte
bem lá no fundo do quintal
eu gosto é de sentir a poesia
mas em sua companhia
só no outro Carnaval
Carnaval

Voltar a Paz
Sereno do Cacique
[ ouça ♫ ]

que tal
vamos chegar a conclusão
voltar a paz e a união
e reviver nossa paixão
eu e você na primavera que virá
um novo ninho decorar
novas cenas de amor sei que vamos achar
(que tal…)

perfume das rosas eu quero sentir
na pujança do amor que eu tanto pedi
a natureza que fez você mulher
em meus braços fazer o que antes não fiz
esquecer o passado que foi infeliz
e ter você pra sempre como eu quis

Zé da Ralé
Almir Baixinho – Diogo
[ ouça ♫ ]

certo dia, o Zé da Ralé
resolveu ser bacana
mesmo a pé chegou bem rapidinho em Copacabana
camisa xadrez, em seu corpo há um mês
calça pescando e mal remendada
seu pisa estava sem graxa
e com a sola furada

resolveu paquerar uma granfina
encostada no muro
nem se quer lhe passou pela cuca
que estava duro
de saída veio tu se manca,
se enxerga, etc e tal
e de quebra levou um direto
no meio frontal

caiu, ficou estirado no meio da lona
quem nasce pra dividir na vida nunca soma
aqui vai um velho conselho
para o Zé da Ralé
o jeito é se conformar
com o que na vida é


FICHA TÉCNICA — DIREÇÃO: Durval Ferreira / PRODUÇÃO: Norival Reis / EQUIPE DE PRODUÇÃO: Solange Boeke e Edras / FOTO: Ivan Klingen / CAPA: PN Efeitos Especiais / GRUPO FUNDO DE QUINTAL: Bira, Ubirany, Jorge Aragão, Sereno, Almir Guineto, Neoci e Nemeato / ESTÚDIO: Transamérica – Rio em 24 canais

Considerações finais

Espero que você tenha gostado desse post com o primeiro álbum do Grupo Fundo de Quintal — SAMBA É NO FUNDO DE QUINTAL —, lançado em 1980 pela RGE.

3 comentários em “Samba É no Fundo do Quintal”

  1. Esse disco é sensacional … E esse texto da madrinha Beth é incrível. Parabéns pelo conteúdo Marcelo. Uma pena não podermos mais escutar os discos no seu próprio site, mas seguimos nessa. Um abraço !

    1. Olá Jonas, tudo bem? Obrigado por acompanhar o blog. Você é “sócio proprietário do blog”. Sobre esse texto da Beth é muito bom sim. Sobre escutar os discos diretamente no blog, tive problemas com direitos autorais infelizmente. Mas, aos poucos vamos resolvendo caso a caso. Forte abraço, Marcelo.

  2. Pingback: Fundo de Quintal vol.3 - Nos Pagodes da Vida | sambaderaiz

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