Wilson das Neves Se Me Chamar, ô Sorte!
  • "data": "19 maio 2020"
  • "título": "Se Me Chamar, ô Sorte!"
  • "ano/gravadora": "2013, MP,B"
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Wilson das Neves reafirma sua grandeza e a habilidade no trabalho “Se Me chamar, ô Sorte!” No CD, com produção do próprio Wilson, Paulo César Pinheiro e Berna Ceppas, ele conta com diversos parceiros e arranjadores conhecidos no meio musical. Dê uma conferida.


A fala de Wilson das Neves é um desfile de aforismos da malandragem — sabedoria e malícia sintetizados em frases de precisão ninja. Mandamentos como “tem que passar no buraco da agulha”, que segue com naturalidade. Músico que já tocou com todos da música brasileira, baterista de Chico Buarque e da Orquestra Imperial (tratado com a mesma deferência e intimidade pelos dois), ele reafirma a grandeza e a habilidade de passar no buraco da agulha em “Se Me chamar, ô Sorte!” (MP,B/ Universal).

A canção-título (que assina com Cláudio Jorge) desdobra essa filosofia. Com o parceiro, ele abre seu quarto álbum como cantor se pondo à disposição para qualquer chamado, seja para sambar (“eu cisco”), para o amor (“eu brinco”), para o nada (“eu descanso”) ou para rezar (“corimbo”). Adaptando-se a tudo e, mais importante, adaptando tudo a si.

No CD (produção de Wilson, Paulo César Pinheiro e Berna Ceppas), ele dança com diversos parceiros (Pinheiro, Nelson Sargento, Luiz Carlos da Vila, Délcio Carvalho…) e arranjadores. Neste grupo, destacam-se Vittor Santos (seus metais emulam a síncope e a elegância clássica e moderna do cantor), Jorge Helder (surpreendentes harmonias) e Bia Paes Leme (criativa no uso de convenções do samba e do baião).

O auto-retrato se conclui na última faixa, a 14ª do CD. Linda parceria com Chico Buarque (de rima de “amanhã” com doucement e versos como “a mão que afaga o tambor/tem um dom qualquer/é como saber tocar/pele de mulher […]”), a música traz Wilson falando com o bisneto João, expondo-lhe sua experiência e oferecendo-lhe a mão de guia. Íntimo e mestre.

Perfeita amarra nas pontas, o disco peca no excesso do meio — são 14 canções no total. Se há tesouros ali (o tributo à mulher do malandro de “Trato”, a primeira estrofe de “Ao Nosso Amor Maior”), há também vazios e redundâncias (“Fragmentos de Amor”, “Feito Siameses”). Para a perfeição, faltou ao CD a síntese do aforismo.

oglobo.globo.com/cultura/

P.S. Álbum vencedor na categoria: Melhor Álbum de Samba do 25° Prêmio da Música, bem como o samba “Samba para João” venceu a categoria: Melhor Canção.


Se Me Chamar, ô Sorte!

Wilson das Neves 2013, MP,B (60253727715)
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DISCO É CULTURA

REPERTÓRIO / MÚSICOS

Se Me Chamar, ô Sorte!
Wilson das Neves – Cláudio Jorge
part.esp.: CLÁUDIO JORGE
André Tandeta (bateria), Marçalzinho (percussão), Cláudio Jorge (violão, arranjo), João Rebouças (piano), Jorge Helder (baixo), Mauro Diniz (cavaquinho), Trambique (percussão), Zé Carlos Bigorna (flauta), Zero Telles (percussão)
[ ouça ♫ ]

se me chamar pra sambar, eu cisco
se me chamar pra tocar, balanço
se me chamar pra compôr, capricho
se me chamar pra cantar, não canso
se me chamar pro amor eu brinco
se me chamar pra nada, descanso
se me chamar pra rezar, coringo
se me chamar pra brigar, amanso

nem sempre faço aquilo que quero
mas sempre faço tudo que posso
o que eu não faço é o que eu não quero
eu nunca quero o que eu não posso
era só meu esse lero-lero
se quiser, ele agora é nosso

pode ser lá pelo centro
lá no sul ou lá norte
se me chamar, tô dentro
se me chamar, ô sorte

Cara de Queixa
Wilson das Neves – Paulo César Pinheiro
André Tandeta (bateria), Marçalzinho (percussão), Cláudio Jorge (violão), João Rebouças (piano), Trambique (percussão), Vittor Santos (trombone), Zé Luiz Maia (baixo, arranjo), Zero Telles (percussão).
[ ouça ♫ ]

você tá saindo da linha
por qualquer coisinha
reclama da vida
e tem tudo o que quer
beleza, juventude
conforto, saúde
tem casa e comida
meu bem, não consigo entender
essa monotonia que só você vê
não tem quase nunca alegria ou prazer
tá sempre de azia, exaqueca e chiquê

não sei como o tempo não fecha
essa cara de queixa
meu Deus, me incomoda
quando a gente sai
pra você nada presta
um cinema, uma festa
um boteco, uma roda
eu sofro, meu bem, com esse clima
e a volta por cima não há quem não dê
a matéria prima da vida é saber
que só auto-estima é que ajuda você

meu bem, sempre que você chega
só tem nuvem negra
por sobre a cabeça, ai Jesus!
só fala em desgraça, que assombro!
carrega nos ombros
o peso de dois urubus
viver desse jeito é um espeto
tira o bode-preto
sai da contraluz
mangalô, três vezes, meu Deus
credo em cruz!
e bota pra fora o pescoço, avestruz!

Trato
Wilson das Neves – Paulo César Pinheiro
André Tandeta (bateria), Marçalzinho (percussão), João Rebouças (piano), Marcelo Bernardes (clarineta), Trambique (percussão), Zé Carlos Bigorna (flauta), Zé Luiz Maia (baixo), Zero Telles (percussão), João Rebouças (arranjo)
[ ouça ♫ ]

desde quando ela voltou pra casa
a minha vida endireitou
é meio-dia o almoço e a janta não se atrasa
e não tem mais poeira o chão do corredor

achar um abridor era um inferno
minha rotina era uma bagunça só
agora tem gravatas finas o meu terno
e abotoaduras no meu paletó
ficou bem mais bonito o meu jardim de inverno
e já canta de novo o meu curió

na mesinha de pinho-de-riga
ela botou nosso retrato
e pra evitar mais briga
a gente até já fez um trato:

sou dono da rua do mundo
mas pra dentro da varanda
em casa de vagabundo
ainda é mulher que manda

O Dono da Razão
Toninho Geraes – Wilson das Neves
André Tandeta (bateria), Marçalzinho (percussão), Cláudio Jorge (violão), Gesiel Nascimento (trompete, flugelhorn), João Rebouças (piano), Jorge Helder (baixo), Marcelo Martins (saxofone alto), Trambique (percussão), Vittor Santos (trombone), Wellington Moura (flugelhorn, trompete), Alice Passos, Clarice Magalhães, Mariana Bernardes (coro), Zé Carlos Bigorna (saxofone), Zero Telles (percussão), Vittor Santos (arranjo)
[ ouça ♫ ]

agora eu sei
manchei a história, memória de um grande amor
da nossa paixão eu não tive compaixão
tranquei na clausura, doçura, fui ditador
foi tão ruim
você se calou e aceitou tudo por amor
da sua inocência, insurgência se libertou
das garras, amarras do mando do opressor
vou confessar
não vou mais brigar e aceitar sua condição
o curso da vida nos diz que há contradição
mas é melhor ser feliz do que ter razão

Ao Nosso Amor Maior
Wilson das Neves – Luis Carlos da Vila
part.esp.: ÁUREA MARTINS
André Tandeta (bateria), Marçalzinho (percussão), Cláudio Jorge (violão), João Rebouças (piano), Trambique (percussão), Zé Luiz Maia (baixo), Zero Telles (percussão), João Rebouças (arranjo)
[ ouça ♫ ]

todo céu era de anil
todo um valia mil
qualquer anel já nos casava
água fresca no cantil
mãe e mão, mesmo sem til
o nosso amor acentuava
bomba que não explodiu
moça que ouvindo um “psiu”
no sorriso estancava
a vitória com louvor
safra boa ao lavrador
e que se eternizava
ave que escapuliu
ganhando o céu se abriu
liberdade que chegava
a magia do amor
do amor maior, sublime amor
que o mundo todo esperava

vai ficar assim e até melhor
nada de pôr fim ao nosso amor maior
os dois sempre irão no ir e vir
dó, ré, mi, fa, sol, la, si
si, la, sol, fa, mi, ré, dó

era palco pro ator
microfone pro cantor
o de menos que somava
tela e tinta pro pintor
no momento inspirador
que até Deus se inspirava
batucada no apogeu
Luna, Marçal e Eliseu
que a platéia adorava
dia de festa no mar
para saudar Iemanjá
que ao povo abençoava
preta velha abençoou
o terreiro se abraçou
e o batuque anunciava
vento ruim, vento levou
a poeira assentou
era o amor quem festejava

Fragmentos do Amor
Wilson das Neves – Nelson Sargento
André Tandeta (bateria), Marçalzinho (percussão), Cláudio Jorge (violão), João Rebouças (piano), Trambique (percussão), Zé Carlos Bigorna (saxofone), Zé Luiz Maia (baixo, arranjo), Zero Telles (percussão), Alice Passos, Clarice Magalhães, Mariana Bernardes (coro)
[ ouça ♫ ]

a solidão que me invade
tortura minha mente e o coração
provém do despeito e da maldade
num arremedo destoante da ilusão
fragmentos do amor que se perdeu
envolvido numa grande babel
na peça que o destino escreveu
tem um fantoche manejado sem cordel

vou em busca de outro amor
pra curar a minha dor
e dar paz ao coração
pois a vida não tem prazo
ela entra no ocaso em qualquer ocasião
quando a primavera retornar ela vai voltar
pra pedir perdão
nesse dia prazeroso o meu coração bondoso
não vai dizer que não

Jeito Errado
Wilson das Neves – Paulo César Pinheiro
André Tandeta (bateria), Chico Chagas (acordeon), Jorge Helder (contrabaixo, violões, arranjo)
[ ouça ♫ ]

quem não sabe tirar nó
não prende o peito sensível de álguém
quem não sabe viver só
não abandona ninguém
quem da dor não sente dó
ainda vai sentir o que é o desdém
quem não tem amor maior
não vai ter um grande bem

quem não quer viver chorando
não causa mágoa em quem não tem
quem não quer sonho desfeito
não desfaz nenhum também
quem pensa que sabe tudo
alguém sabe mais além
quem contudo se conforma
a esperança nunca vem
quem só quer tratar de si
o amor não se mantém
quem não ouve uma palavra
vai dizer o que pra quem
vai fazer do jeito errado
vai morrer dizendo amém

Peão de Obra
Wilson das Neves – Paulo César Pinheiro
Cláudio Jorge (violão), Marcelo Bernardes (flauta), Zé Carlos Bigorna (flauta), Zero Telles (percussão), Bia Paes Leme (arranjo)
[ ouça ♫ ]

vim com mulher e três filhos lá do Norte
cansado de ver desgraça e morte
da última seca que deu no sertão
como sou homem de fé, caboclo forte
cheguei por aqui tentando a sorte
um emprego qualquer pra ganhar o meu pão
eu só queria criar os meus meninos
mas um sertanejo sem ensino
na cidade grande não tem condição
até parece meu Deus que é destino
trabalho se tem pro nordestino
é ser operário numa construção

eu que fugi do meu chão pra nao ver morte e desgraça
sentindo o gosto do pó do sertão em minha guela
hoje esse sangue que corre em meu corpo é de argamassa
e a morte agora é meu cotidiano na favela

Limites
Wilson das Neves – Toninho Nascimento
Altair Martins (trompete), André Tandeta (bateria), Marçalzinho (percussão), Cláudio Jorge (violão), João Rebouças (piano), Jorge Helder (baixo), Trambique (percussão), Zero Telles (percussão), Bia Paes Leme (arranjo)
[ ouça ♫ ]

o mar não vai além do cais
o chão só vai até o mar
em tudo que a gente faz
tem vez que é preciso estancar
quando então o caminho é demais
bom não se aventurar
ficar com um pé sempre atrás
pro caso de ter que voltar
se alguma paixão mais voraz
me toma sem se saciar
eu não me entrego e alias
não tenho mais o que entregar
pois não guardo nada para mim
assim que o amor se desfaz
a sorte eu entrego pra Deus
o adeus pra quem não me quer mais
se a mão de quem me abraçou
me mostra a porta de trás
aí me despeço do amor
e a dor que descanse em paz

Feito Siameses
Wilson das Neves – Vitor Pessoa
André Tandeta (bateria), João Rebouças (piano), Luiz Cláudio Ramos (violão), Zé Luiz Maia (baixo), Alice Passos, Clarice Magalhães, Mariana Bernardes (coro), Luiz Cláudio Ramos (arranjo)
[ ouça ♫ ]

vives em meu sentimento
dentro do meu pensamento
nossos momentos vividos
nunca serão esquecidos
muito além da própria vida
dessa minh’alma sofrida
como falar desse amor
que o meu cantar se inspirou
e traz a felicidade
carrego em ti meus anseios
teus medos são meus receios
juntos na reza e louvor
na crença, febre e rancor
somos mistério e luar
no infinito do olhar
trago tua dor como herança
curas meu ódio e vingança
por onde o tempo passou
por onde o vento soprou
seguimos sempre a sonhar

por sermos tão fiéis
aos nossos ideais
no avesso que tu és
encontro a minha paz
é como um dom de Deus
o amor bendito a lhe ofertar
dentro de mim teu lugar

Licor, Sereno e Mágoas
Wilson das Neves – Paulo César Pinheiro
André Tandeta (bateria), Marçalzinho (percussão), Cláudio Jorge (violão), Gesiel Nascimento (trompete, flugelhorn), João Rebouças (piano), Jorge Helder (baixo), Marcelo Martins (flauta, saxofone alto), Trambique (percussão), Vittor Santos (trombone, arranjo), Wellington Moura (flugelhorn, trompete), Zé Carlos Bigorna (saxofone tenor), Zero Telles (percussão)
[ ouça ♫ ]

tempestade
ventania de saudade
temporal de ansiedade
pois não vais voltar mais pra mim
tempestade
de agonia inútil vontade
de esquecer aquela amizade
que nasceu pra nunca ter fim

tempestade
me banhei de estranhas águas
de licor, sereno e mágoas
a tristeza fez um festim
tempestade
mesmo agora com o peito em calma
tenho um mar de dor dentro da alma
o meu grande amor foi assim

depois que a tormenta passou veio o sol da manhã que secou
no meu coração aquela paixão
que o pranto encharcou
um vento vadio soprou
e na luz da manhã carregou
do meu coração a desilusão
que a chuva deixou

um passarinho azulão na janela cantou
a rosa floresceu, o jasmim perfumou
percebi nesse instante que a mágoa acabou
mas a tristeza que estava dentro ficou
eu sei que a vida é bela, mas tudo mudou
a beleza é mais triste, depois deste amor

Máscara de Cera
Wilson das Neves – Paulo César Pinheiro
André Tandeta (bateria), Marçalzinho (percussão), Cláudio Jorge (violão), Gesiel Nascimento (trompete, flugelhorn), João Rebouças (piano), Jorge Helder (baixo), Marcelo Martins (flauta, saxofone alto), Trambique (percussão), Vittor Santos (trombone, arranjo), Wellington Moura (flugelhorn, trompete), Zé Carlos Bigorna (saxofone), Zero Telles (percussão)
[ ouça ♫ ]

todo mundo teve um falso amor
e você foi o dissabor
que a vida reservou pra mim
seu sorriso era só verniz
e você tinha olhar de atriz
e veneno no mel do batom de carmin
mas um dia a máscara de cera quebrou
rolou no chão do bastidor
seu coração de manequim
e o meu
que eu vi num cículo feito de giz
virou a minha cicatriz
no espelho do teu camarim

mas não quero cantar sentimento que é enganador
porque não vale a pena lembrar desamor
reprisar neste caso é gastar o meu latim
só falei pra que evite esse amor quem só quer é ser feliz
um amor como o seu que não finca raiz
se encontra e se perde em qualquer botequim

Não Existe Mais Saudade
Wilson das Neves – Delcio Carvalho
André Tandeta (bateria), João Rebouças (piano), Jorge Helder (contrabaixo, violões, guitarra, arranjo)
[ ouça ♫ ]

não existe mais saudade
se afastou da minha vida
essas noites mal dormidas
pelos bares sem razão
expulsei aquela imagem
que baialava na parede
aumentando a minha sede
dando voz a solidão
livre daquela agonia
de vê-la por todos os cantos
hoje os versos do meu canto
dá mais gosto de cantar
é um hino de alegria
ao novo amor que só bem me faz
povoando meu deserto de beleza, amor e paz

diz que vem pra ficar
na expressão do olhar
a miragem do amor
que não vai se apagar

Samba para João
Chico Buarque – Wilson das Neves
João Rebouças (piano), Jorge Helder (baixo), Luiz Cláudio Ramos (violão), Wilson das Neves (bateria), Luiz Cláudio Ramos (arranjo)
[ ouça ♫ ]

a mão que afaga o tambor
tem um dom qualquer
é como saber tocar
pele de mulher
talvez eu até lhe ceda
o meu lugar amanhã
mas bata no couro sem magoar
“doucement”
com meu repique de anel
meu prato de condução
fui do Oiapoque ao Chuí
a “Oropa”, França e Japão
meu samba tem pedigree
não é para qualquer João
que eu passo meu instrumento
ao meu pandeiro fiel
dou trato, tenho afeição
carrego pro grande hotel
dou colo no avião
mas se você me pedir
mas se você me seguir
eu posso lhe dar a mão


FICHA TÉCNICA — PRODUÇÃO: Wilson das Neves, Paulo Cesar Pinheiro e Berna Ceppas / PRODUÇÃO EXECUTIVA: Geraldinho Magalhães e André Tandeta / ESTÚDIOS: Cia. dos Técnicos / ENGENHEIRO DE SOM: William Luna Jr. e assistentes: Magrão e Pedro e no Estúdio Monaural / ENGENHEIROS DE SOM: Berna Ceppas, Pedro Tambellini, Léo “Shogun”, Felipe Fernandes, Moreno Veloso / MIXADO POR: Eduardo Costa / MASTERIZADO POR: Ricardo Garcia FOTOGRAFIA: Daryan Dornelles / CAPA: Domenico Lancellotti e Celina Kuschnir.

Considerações finais

Espero que você tenha gostado desse post com o último álbum — Se Me Chamar, ô Sorte! — lançado por “das Neves“, de 2013 pelo selo MP,B. Se assim for, encorajo você a se inscrever na newsletter do blog, abaixo. Ao informar seu email, você receberá todas as novas publicações do blog automaticamente.

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